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Cuidado com a Síndrome do Impostor

Identifique se você tem características desse tipo de auto-sabotagem

Você já ouviu falar na Síndrome do Impostor? Trata-se de uma desordem psicológica na qual a pessoa não aceita ou não admite suas conquistas, pois não acredita que é merecedora. O indivíduo acha que é uma fraude, que seu êxito se deve à sorte e que a qualquer momento alguém pode desmascará-lo. Em geral, quem possui a síndrome tem uma auto-cobrança excessiva, o que afeta negativamente o desempenho profissional.

Após estudo aprofundado, a psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, detectou que a Síndrome do Impostor atinge, em média, 70% dos profissionais bem-sucedidos, principalmente mulheres, como a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Michelle revelou, em uma entrevista concedida no Reino Unido, no fim do ano passado, que sofreu com a síndrome durante anos. Tudo teria começado quando seu orientador profissional na Universidade de Harvard, entidade que estudou, disse que ela nunca seria boa o suficiente, estigma que ela carregou por muito tempo e contra o qual ainda luta até hoje.

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O perfeccionismo, muitas vezes, anda de mãos dadas com a síndrome. “A pessoa acredita que todas as tarefas que assume precisam ser perfeitamente executadas e, devido ao elevado nível de exigência, acaba procrastinando suas atividades. Geralmente, esse profissional tende a ser obsessivo com detalhes, podendo, inclusive, perder a objetividade”, alerta David Braga, CEO da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, que atua em todos os setores da economia na América Latina, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte.

De acordo com Braga, ao identificar essas posturas, o profissional deve buscar um mentor que o auxilie nas questões técnicas e lhe transmita mais segurança. “A psicoterapia também pode ser um bom caminho. Se conhecer, entender seus pontos fortes e fortalecer seus talentos é essencial. O indivíduo precisa se conscientizar de que suas conquistas não são uma questão de sorte. Sem talento, nada do que ele realizou teria sido possível”, enfatiza.

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