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sexta-feira, 5 março, 2021

Sinal de alerta no Planalto

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bolsonaro encontra-se em um beco sem saída?

Por André Pereira César

Ao longo da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vinha mantendo bons índices de aprovação pela população – inclusive chegando à sua melhor avaliação, perto do final de 2020. Esse quadro, por ora, mudou. Diferentes institutos de pesquisa já captaram a tendência de queda na avaliação presidencial.

Aos números. De acordo com o DataFolha, em levantamento realizado nos dias 20 e 21 de janeiro, Bolsonaro é avaliado como “ruim” ou “péssimo” por 40% da população – há um mês, esse índice era de 32%. Já 31% dos brasileiros consideram o presidente “bom” ou “ótimo”, ante 37% na pesquisa passada. A curva se inverteu.

Outras duas pesquisas, da XP/Ipespe e da Exame/Ideia, apresentaram resultados similares. A explicação para os resultados, a princípio, é simples – a série de erros recentemente cometida pelo governo no combate à pandemia e o fim do auxílio emergencial, que começa a se fazer sentir junto a parcela significativa da população. Os números, portanto, não surpreendem.

Paradoxalmente, um eventual impeachment de Bolsonaro não aparece no radar dos brasileiros. Segundo o DataFolha, nada menos que 53% dos entrevistados rejeitam o afastamento do presidente – em abril do ano passado, quando da demissão dos ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sérgio Moro (Justiça), 48% dos brasileiros rejeitavam o impeachment.

Nem mesmo o retorno do assunto ao cotidiano parece animar a população a defender o impeachment. Favoráveis à medida totalizam 42% – em abril, eram 45%. Talvez o trauma de eventos similares, em especial os afastamentos de Collor e Dilma, ainda esteja na memória coletiva.

Bolsonaro encontra-se em um beco sem saída? É evidente que não. Ele detém recursos que podem mudar o jogo. A vitória de Arthur Lira (PP/AL) na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados certamente reduzirá a pressão do mundo político sobre o Planalto; a reforma ministerial reorganizará as forças que apoiam o presidente; e a retomada das reformas criará um ambiente mais saudável para os investidores no país.

O grande desafio de Bolsonaro, porém, está no combate à pandemia. É urgente que o governo acerte os rumos da vacinação para a população, sem espaço para novos erros. A politização da questão gera somente danos para a imagem presidencial, danos esses que podem cobrar um preço elevado nas eleições de 2022.

O jogo segue seu curso e Bolsonaro precisa alterar a rota de seu governo, caso deseje realmente reeleger-se. As condições para a recuperação estão dadas. Basta abandonar o amadorismo que dominou a primeira metade do mandato.

André Pereira César é Cientista Político e sócio da Hold Assessoria Legislativa

ES Brasil Digital

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