- Continua após a publicidade -
- Continua após a publicidade -

Sinal de alerta no Planalto

Sinal de alerta no Planalto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bolsonaro encontra-se em um beco sem saída?

Por André Pereira César

Ao longo da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vinha mantendo bons índices de aprovação pela população – inclusive chegando à sua melhor avaliação, perto do final de 2020. Esse quadro, por ora, mudou. Diferentes institutos de pesquisa já captaram a tendência de queda na avaliação presidencial.

Aos números. De acordo com o DataFolha, em levantamento realizado nos dias 20 e 21 de janeiro, Bolsonaro é avaliado como “ruim” ou “péssimo” por 40% da população – há um mês, esse índice era de 32%. Já 31% dos brasileiros consideram o presidente “bom” ou “ótimo”, ante 37% na pesquisa passada. A curva se inverteu.

- Continua após a publicidade -

Outras duas pesquisas, da XP/Ipespe e da Exame/Ideia, apresentaram resultados similares. A explicação para os resultados, a princípio, é simples – a série de erros recentemente cometida pelo governo no combate à pandemia e o fim do auxílio emergencial, que começa a se fazer sentir junto a parcela significativa da população. Os números, portanto, não surpreendem.

Paradoxalmente, um eventual impeachment de Bolsonaro não aparece no radar dos brasileiros. Segundo o DataFolha, nada menos que 53% dos entrevistados rejeitam o afastamento do presidente – em abril do ano passado, quando da demissão dos ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sérgio Moro (Justiça), 48% dos brasileiros rejeitavam o impeachment.

Nem mesmo o retorno do assunto ao cotidiano parece animar a população a defender o impeachment. Favoráveis à medida totalizam 42% – em abril, eram 45%. Talvez o trauma de eventos similares, em especial os afastamentos de Collor e Dilma, ainda esteja na memória coletiva.

Bolsonaro encontra-se em um beco sem saída? É evidente que não. Ele detém recursos que podem mudar o jogo. A vitória de Arthur Lira (PP/AL) na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados certamente reduzirá a pressão do mundo político sobre o Planalto; a reforma ministerial reorganizará as forças que apoiam o presidente; e a retomada das reformas criará um ambiente mais saudável para os investidores no país.

- Continua após a publicidade -

O grande desafio de Bolsonaro, porém, está no combate à pandemia. É urgente que o governo acerte os rumos da vacinação para a população, sem espaço para novos erros. A politização da questão gera somente danos para a imagem presidencial, danos esses que podem cobrar um preço elevado nas eleições de 2022.

O jogo segue seu curso e Bolsonaro precisa alterar a rota de seu governo, caso deseje realmente reeleger-se. As condições para a recuperação estão dadas. Basta abandonar o amadorismo que dominou a primeira metade do mandato.

André Pereira César é Cientista Político e sócio da Hold Assessoria Legislativa

Leia Mais

Não há receita para a sucessão familiar, mas...
Anatel libera Starlink, de Elon Musk, a colocar...
Pesquisa Datafolha: aprovação de Lula cresce entre evangélicos
“Futuro da IA depende da responsabilidade humana”, diz...
Balança comercial tem superávit de US$ 1,5 bi...
Reforma tributária pode redefinir mercado de aluguéis
Câmara pode votar Lei da Reciprocidade Comercial ainda...
Senado vota aumento de deputados
Governo cria subsídio para frear aumento dos combustíveis
ES tem 2º maior alta industrial do país;...
- Continua após a publicidade -

Mais Artigos

Continua após publicidade

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade
- Publicidade -

Vida Capixaba