Revitalização da bacia do rio Itapemirim é discutida

Rio Itapemirim na altura do município de Cachoeiro de Itapemirim (Fotografia - Prefeita de Cachoeiro)

Uma das ações é a instalação do programa Pró-Águas do Itapemirim

Ações para a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim, no sul do Estado, foram o tema de uma reunião na Secretaria Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em Vitória, nesta quarta-feira (8). O secretário Paulo Foletto recebeu representantes do Instituto Pacto Pelas Águas Capixabas e do Instituto Espinhaço.

Entre as propostas expostas pelo grupo está o programa Pró-Águas do Itapemirim, cujo objetivo é a recomposição do solo e da água, além do engajamento social para a revitalização da bacia.

Os participantes apresentaram propostas e programas voltados à recuperação de áreas de preservação permanente, nascentes, restauração de áreas degradadas e o reflorestamento no bioma Mata Atlântica, garantindo segurança hídrica para o abastecimento humano.

O programa prevê a sensibilização dos proprietários rurais para ações de restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APP) e áreas de recarga hídrica, promovendo o aumento da produção de água em qualidade e quantidade. Por fim, também foram apresentadas propostas para a implantação de projetos de monitoramento de áreas recuperadas e assistência técnica e extensão rural para os produtores beneficiados pelo programa.

Para o secretário, iniciativas como essa são muito bem-vindas. “Vemos com simpatia essas ações, pois estão em consonância com a política do Governo do Estado, que valoriza muito a preservação ambiental e todos os setores agricultura – base econômica de vários municípios. Sem água, nenhuma ação é possível, e se não adotarmos um modelo de produção de água, sem dúvida, teremos uma série de prejuízos econômicos e socioambientais”.

Estiveram presentes na reunião representantes do Incaper, da Agerh, do Idaf e da Seama e da Seag (Fotografia – Seag/Divulgação)

Segundo Foletto, o modelo de trabalho, de forma mais regionalizada, também traz melhores resultados. “Permite que possamos planejar programas com resultados mais positivos, servindo de modelo para ações ineficientes que recentemente tivemos aqui no Estado, em termos de recuperação ambiental. A população capixaba precisa de ações concretas que visem à preservação do meio ambiente e ela só adere a essa causa se perceber que existem resultados positivos”, disse.

O presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Oliveira, explicou a finalidade do programa. “O principal objetivo é a produção de água. Para o abastecimento humano, para o pequeno produtor, para o agronegócio. A lógica é recuperar a bacia e isso significa fazer recomposição florestal, conservação de solo e água com o engajamento profundo da sociedade”, destacou.

Luiz Oliveira sinalizou positivamente com a possibilidade de poder desenvolver o programa aqui no Estado. “A expectativa é muito boa, porque o Espírito Santo tem uma trajetória consolidada nessa área e o governador Renato Casagrande tem essa sensibilidade, essa visão. Fiquei muito feliz em ver o secretário Paulo Foletto também convergindo com essa visão”, afirmou.

Estiveram presentes na reunião, representantes do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama).

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