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quinta-feira, 11 agosto, 2022

Renda fixa é a preferida dos investidores no Espírito Santo

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Levantamento do Santander Brasil mostra que a renda fixa representa 37,7% do total da carteira entre os clientes capixabas

Por Luciane Effting

Assim como ocorre em todo o País, a crescente alta nos juros está motivando os investidores capixabas a migrar seus investimentos para a renda fixa. De julho de 2021 a março deste ano, a parcela investida nesta modalidade por clientes moradores do Espírito Santo cresceu de 34,35% para 37,67%. Neste mesmo período, a Selic (taxa básica do País) passou de 4,25% para atuais 12,75%. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Santander Brasil com clientes em todo Brasil.

No Brasil todo, a parcela na renda fixa representa em média 39% da carteira de investimentos, segundo o estudo. São considerados os investimentos em Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e títulos públicos do Tesouro Direto.

“A renda fixa sempre teve um protagonismo grande entre os brasileiros e, com os dois dígitos na taxa de juros isso fica ainda mais evidente. Esse aumento na modalidade também mostra um apetite menor ao risco em um ano bastante desafiador para os investimentos”, afirma Luciane Effting, superintendente executiva de Investimentos do Santander Brasil.

Com a busca por mais segurança, os investidores analisados no Espírito Santo acabaram apostando em previdência privada, categoria que aparece como a segunda mais investida, assim como ocorre no restante do Brasil. De acordo com o levantamento, de julho de 2021 a março de 2022, essa parcela caiu de 28,90% para 21,92%. De janeiro a março deste ano, no entanto, a Zurich Santander Seguros e Previdência captou quase R$ 500 milhões nos planos de previdência entre investidores pessoa física.

Os fundos de investimento, que na classificação geral também tiveram uma queda para 24,89% em março de 2022, são o terceiro investimento preferido dos capixabas com 24,34%. Em julho de 2021, essas aplicações ocupavam 26,32% da carteira dos moradores do estado.

Junto com a renda fixa, os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) também tiveram crescimento entre os investidores capixabas ano passado para este ano, crescendo mais de duas vezes em março de 2022 para mais de 2% do total, em média.

De acordo com a pesquisa do Santander, a captação de COE foi destaque, saindo de R$ 184 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 555 milhões no mesmo período deste ano, o que representa um crescimento extraordinário de mais de 300%.

“Num cenário de tanta incerteza, como o atual, essas estruturas são uma oportunidade para os clientes, já que é possível apostar na alta de um determinado índice com garantia do capital protegido. As mais demandadas têm sido do tipo ganha-ganha, onde o cliente acredita na valorização de um índice (como IBOVESPA, S&P500 ou IPCA) e, caso não aconteça, ele ganha um retorno fixo como 10% ao ano, por exemplo”, afirma Luciane.

Outros investimentos

Com o avanço da renda fixa, a renda variável perdeu espaço, registrando queda nos investimentos em ações. Por outro lado, os fundos imobiliários tiveram avanço.O mesmo ocorreu com os títulos de crédito privado, como Debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também se beneficiam da alta dos juros, e avançaram de um ano para outro entre os clientes capixabas.

O levantamento considerou os investidores do Santander em todo o País, sem levar em conta a caderneta de poupança.

Luciane Effting, Head da Área de Distribuição de Investimentos do Banco Santander, é formada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, com Mestrado (LLM) em Direito do Mercado Financeiro e de Capitais IBMEC, e MBA em Finanças no Insper.

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