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“Quer se perpetuar no poder”, diz Malta sobre Lula

Senador capixaba Magno Malta afirmou que Lula não quer eleições no próximo ano; Congressista não apresentou provas 

Por Robson Maia

O senador capixaba Magno Malta, do PL (ES), acusou, durante um discurso à imprensa nesta quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, de cogitar a não realização da eleição de 2026. Apesar de não apresentar indícios concretos dos supostos planos do petista, o parlamentar capixaba alegou que o petista quer “se perpetuar como ditador”.

As falas aconteceram quando o congressista chegava à sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Ainda no pronunciamento, Malta fez ainda duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O parlamentar chamou Lula de “cachaceiro e insano”, ao citar fala do presidente sobre a relação entre democracia e eleições.

“Nós já estamos na antessala do anticristo […] Possivelmente, por dedução, o que ele [Lula] está dizendo é que não teremos eleição em 2026 e que ele vai se perpetuar como ditador. É isso que acontece nos países totalitários: na Nicarágua, na Venezuela, em Cuba, na China”, alegou Magno Malta.

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Falas acontecem após discurso de Lula no Chile

Em visita ao Chile nesta semana para um evento sobre democracia com outros chefes de Estado, o presidente brasileiro disse que “só” realizar eleições a cada 2 ou 5 anos “não é mais suficiente” para assegurar a democracia, apontando a necessidade de outras medidas para que o sistema prevaleça.

O presidente Lula diz que vai reclamar à OMC e usar a Lei da Reciprocidade se não houver acordo com os EUA. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Lula participou de evento com líderes mundiais no Chile Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“A democracia liberal não foi capaz de responder aos anseios e necessidades contemporâneas. Cumprir o ritual eleitoral a cada 2 ou 5 anos não é mais suficiente. O sistema político e os partidos caíram em descrédito. Por essa razão, conversamos sobre o fortalecimento das instituições democráticas e do multilateralismo em face dos sucessivos ataques que vêm sofrendo. Concordamos sobre a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e do combate à desinformação, para devolver ao Estado a capacidade de proteger seus cidadãos”, discursou o petista.

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