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PSDB decide continuar na base de apoio do governo

O presidente nacional interino do PSDB,  senador Tasso Jereissati (CE), disse na noite de ontem (12) que o partido segue na base de apoio ao governo Michel Temer, mas que serão feitas avaliações diárias dos cenários políticos

“Vamos avaliar diariamente. Todos os dias têm surgido fatos novos e vamos estar atentos”, disse o senador ao final da reunião da executiva nacional, que durou mais de seis horas.

Segundo Jereissati, não houve deliberação do partido sobre a permanência no governo, mas a maioria da legenda entende que um eventual desembarque agora iria prejudicar as reformas. “O partido está unido, mas tem divergências. O partido não tem dono, nem é autoritário. Quem é mais velho lembra que já tivemos crise e no momento exato seguiremos unidos”, disse.

TSE

Sobre o resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o  presidente nacional interino do PSDB defendeu que o partido recorra da decisão. Ele disse que os advogados do partido, no entanto, entendem ser melhor aguardar a publicação do acórdão e depois submeter a decisão à executiva.

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“Eu, como presidente, penso que devemos recorrer. O advogado quer esperar a publicação [do acórdão]. Vamos continuar no governo Temer, sem deixar de lado as nossas convicções. E eu estou convicto de que houve corrupção na eleição de 2014”.

PSDB decide continuar na base de apoio do governo

Perguntado se essa posição não seria incoerente, o tucano reconheceu que sim, mas que prefere seguir suas convicções. “Com certeza há uma incoerência nisso, mas foi a história que nos impôs. Esse não é o meu governo, nem o governo dos meus sonhos. Não votei nele [Temer] nem nela [Dilma]. Estamos juntos para dar a estabilidade que o país precisa. Estaria mais confortável com alguém do PSDB [na Presidência]”.

Para o senador capixaba Ricardo Ferraço, a sigla está adiando uma uma decisão que é inevitável. “Sinceramente acho que o partido já deveria ter tomado essa decisão.”. Ferraço alegou que a responsabilidade do PSDB deve ser com o país. “Nossa responsabilidade é com a agenda transformadora de mudanças e não com o governo, envolvido em denúncias devastadoras.”

Ricardo Ferraço defende que a permanência na base de governo é incoerente com a proposta de mudança. “Por isso continuo defendendo que a gente entregue os cargos e permaneça na liderança dessa transformação”, finalizou Ferraço.

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PSDB decide continuar na base de apoio do governo

E a decisão do PSDB de permanecer na base aliada do presidente Michel Temer (PMDB) provocou a primeira baixa no partido: Miguel Reale Júnior, advogado e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), decidiu deixar a sigla.

Reale afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que desistiu do partido “diante de tantas vacilações e fragilidades onde não se pode ser fraco, que é diante da afronta à ética”.

Ministro da Justiça no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Reale Júnior ironizou a postura do partido. Isso porque a sigla tem feito reuniões periódicas para discutir o desembarque do governo, que resultam em sucessivas permanências. “Espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo”, afirmou Reale Júnior.

DENÚNCIA PGR

Sobre uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, Jereissati disse que o partido não fechará questão e os deputados ficarão livres para votar (a Câmara é quem decide se autoriza a abertura do processo de investigação contra o presidente). “Vai ser uma decisão da Câmara e cada deputado vai votar da maneira que quiser. Não existe nada de fechar questão em relação a isso.

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A bancada tem opiniões diferente, vai ser um voto de consciência e não uma decisão partidário. Se tiver um acontecimento muito grave, a opinião vai ser diferente e vamos chamar a bancada e conversar sobre isso”, disse.

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