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Produção industrial no Espírito Santo cresce 6,1% em 12 meses

As indústrias extrativa e de transformação se destacaram no período, com alta de 7,9% e 2,8%, respectivamente

Por Redação

A produção industrial do Espírito Santo apresentou crescimento de 6,1% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto. Segundo a pesquisa de Produção Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE as indústrias extrativa e de transformação se destacaram neste período, com alta de 7,9% e 2,8%, respectivamente.

Ao longo de 2024, o desempenho da indústria extrativa vem sendo puxado positivamente pela produção de minérios de ferro. Já o avanço da indústria de transformação foi impulsionado, principalmente, pelas atividades de metalurgia e fabricação de produtos alimentícios.

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Ainda na base de comparação dos últimos 12 meses, a produção industrial capixaba foi superior ao crescimento apresentado pelo Brasil, que registrou 2,4%. O presidente da Findes, Paulo Baraona, ressalta que os resultados positivos refletem o esforço contínuo do segmento em gerar mais oportunidades e atender às demandas do mercado.

“Recebemos com entusiasmo a reativação antecipada da Usina 3 da Samarco, em agosto, que estava parada desde 2015. Esta unidade voltou a operar com 50% da capacidade e, até o final de 2025, deverá atingir 100%. Esse avanço é fundamental para o fortalecimento do nosso setor e para o crescimento da economia capixaba”, afirma. Com a retomada geral da unidade, são esperados 7,8 milhões de toneladas de pelotas por ano.

Agosto é marcado por alta na metalurgia

O setor de metalurgia destacou-se em agosto, registrando um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2023. Isso se deve ao fato de que o Espírito Santo produziu 667 mil toneladas de aço no mês, representando 22,5% de toda a produção brasileira, de acordo com o Instituto Aço Brasil.

“Houve aumento da produção de aço pela ArcelorMittal. A empresa espera uma melhora de demanda externa para o segundo semestre do ano, com a expectativa de recuperação da atividade de reposição de estoque, em especial na Europa”, afirma Marília Silva, gerente executiva do Observatório da Indústria e economista-chefe da Findes.

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Por outro lado, ainda na análise de agosto de 2024 contra agosto de 2023, a produção industrial capixaba registrou queda de 6,0%, puxada pelo recuo de 9,0% da indústria extrativa, que é justificado pela diminuição da produção de extração de petróleo e gás natural. “No acumulado de janeiro a agosto de 2024, a produção de petróleo recuou 3,3% e a produção de gás natural registrou queda de 2,1%. Contudo, vale destacar que na passagem de julho para a agosto, as produções médias por dia de petróleo e gás natural cresceram, respectivamente, 0,4% e 0,8%.”, finaliza a economista.

Um ponto de reversão deste cenário será marcado pela antecipação do cronograma das operações da FPSO Maria Quitéria, ainda em 2024. A unidade está prevista para ser implantada no último trimestre deste ano no campo de Jubarte, situado no pré-sal da Bacia de Campos, litoral Sul do Espírito Santo. A plataforma possui a capacidade de produzir 100 mil barris de óleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás.

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Desafios da política monetária e da inflação na indústria

A economista-chefe da Findes destaca que há alguns desafios a serem enfrentados pela indústria, como em relação ao setor de papel e celulose em razão do cenário econômico desfavorável e incertezas relacionadas ao mercado chinês.

“O cenário prospectivo ainda é desafiador, devido a um movimento estrutural na economia chinesa, transitando para uma economia baseada no consumo, onde espera-se que o país passe a registrar taxas de crescimento cada vez menores nos próximos anos. Como a China é destino de quase 50% das exportações brasileiras de celulose, esse movimento contribui para um maior risco externo e desaceleração da produção no longo prazo”, afirma Marília.

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Outro ponto de atenção para a economia nos próximos meses é o retorno da elevação da taxa Selic pelo Banco Central, o que “intensifica o caráter contracionista da política monetária no Brasil, além do aumento da projeção para a inflação no final do ano e a desvalorização da taxa de câmbio”, finaliza a economista. Marília lembra que, segundo o Relatório Focus, a projeção de mercado para a inflação do país chegou a 4,38%, com perspectivas de estourar a meta de inflação devido ao encarecimento da energia elétrica e a expectativa de elevação dos preços dos alimentos até o final do ano.

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