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terça-feira, 23 abril, 2024

Produção industrial cai 2,2% em setembro no ES

A queda da produção industrial no Brasil aconteceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Por Amanda Amaral

A produção industrial caiu 2,2% no Espírito Santo entre os meses de agosto e setembro de 2022. A queda, abaixo da média nacional (-0,7%), foi influenciada pelo setor de alimentos.

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Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (08).

Entre os estados brasileiros, Santa Catarina, (-5,1%) e Paraná, (-4,3%) registraram as maiores quedas. O Espírito Santo teve o sétimo pior desempenho.

Panorama nacional

De acordo com a PIM, a produção industrial caiu em 12 dos 15 locais investigados no país entre agosto e setembro, quando o índice nacional recuou 0,7%.

No ano, a indústria acumula queda de 1,1% no Brasil e, em 12 meses, de 2,3%. O setor industrial se encontra 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Produtos alimentícios

produção industrial
De acordo com Bernardo Almeida, analista da PIM, a inflação está impactando a indústria de alimentos. Foto: Agência de Notícias IBGE

Os produtos alimentícios tiveram queda de 2,9%. Segundo dados da PIM, a maior influência negativa no índice, seguida por metalurgia (-7,6%) e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,6%).

A inflação está impactando mais os produtos alimentícios, principalmente os da cesta básica. Isso afeta a cadeia produtiva. Observamos, ainda, que o desemprego está caindo, porém a informalidade tem aumentado e o rendimento médio continua baixo. Assim, menos alimentos foram produzidos, já que as famílias estão deixando de consumi-los, visto a perda de poder aquisitivo causada pela inflação, e isso pode explicar a queda do setor”, esclareceu Bernardo Almeida, analista da PIM Regional.

“No lado da oferta, podemos dizer que os fatores negativos começam a ser suavizados, como o desabastecimento de insumos e o encarecimento das matérias primas. Esses fatores, além das incertezas em relação à conjuntura macroeconômica do Brasil, afetam as tomadas de decisões dos produtores e dos consumidores, reduzindo o seu consumo para reter um pouco o poder aquisitivo”, completa Almeida.

Sobre a PIM

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação.

Com informações do IBGE. 

 

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