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Preços de medicamentos para hospitais subiram 1,32% em junho

No acumulado de 2022, o IPM-H saiu de 4,85% até o quinto mês do ano para 6,23% no fechamento do primeiro semestre

Os preços dos medicamentos vendidos aos hospitais no Brasil registraram alta de 1,32% em junho comparativamente a maio, segundo mostra o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (HPM-H), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a plataforma de negócios no mercado da saúde Bionexo Healthech. No acumulado de 2022, o IPM-H saiu de 4,85% até o quinto mês do ano para 6,23% no fechamento do primeiro semestre.

Em junho, foi apurada uma elevação dos preços nos seguintes grupos de medicamentos considerados na composição da cesta do índice: sangue e órgãos hematopoiéticos, 8,74%; aparelho respiratório, 7,26%; aparelho geniturinário, 6,87%; aparelho digestivo e metabolismo, 3,05%; sistema nervoso, 2,63%; preparados hormonais, 1,24% e aparelho cardiovascular, com ligeira alta de 0,07%.

Por outro lado, os seguintes grupos exibiram queda mensal nos preços: órgãos sensitivos, com redução de 2,09%; anti-infecciosos gerais para uso sistêmico, com recuo de 1,67%; imunoterápicos e vacinas, -0,85%; sistema musculoesquelético, 0,71% menor e agentes antineoplásicos, com baixa de 0,63%.

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“Em perspectiva, as oscilações no índice ao longo dos últimos meses continuam a destacar um comportamento compatível com o padrão histórico (pré-pandemia) para o primeiro semestre do ano, contribuindo assim para reforçar a hipótese de que o mercado de medicamentos para hospitais, na média, tem operado em condições esperadas de normalidade, mesmo diante do comportamento ascendente registrado pelas médias móveis de novos casos, internações e mortes relacionadas à covid-19 no País”, analisam os técnicos da Fipe e Bionexo.

12 meses

Em 12 meses, os resultados apurados revelam uma queda de 1,85% no IPM-H. Nesse recorte, o resultado negativo do índice decorre das variações observadas nos seguintes grupos terapêuticos: anti-infecciosos gerais para uso sistêmico, com queda de 22,96%; aparelho cardiovascular, com baixa de 20,69%; sistema musculoesquelético, recuo de 19,25%; aparelho digestivo e metabolismo, 13,55% mais barato e sistema nervoso, com queda de 12,07%.

Os grupos que apresentaram aumento de preço nos últimos 12 meses incluem aparelho geniturinário, 34,71%, sangue e órgãos hematopoiéticos 25,23%; aparelho respiratório, 18,04%; imunoterápicos, vacinas e antialérgicos, 13,32%; preparados hormonais, 2,27%; agentes antineoplásicos, 2,24% e órgãos sensitivos, 0,96%.

Com informações de Agência Estado

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