Quais são as possibilidades “mais baratas” para quitação de dívida?

É necessário avaliar todas os condições na hora de entrar em um processo de quitação de uma dívida (Fotografia - iStock)

Você sabia que é possível fazer a portabilidade de sua dívida para outro banco ou ainda trocar de linha de crédito para pagar menos juros?

Você tem um financiamento caro e pouco vantajoso? Então, saiba que é possível fazer a portabilidade de sua dívida para outro banco. A prática é garantida pela Resolução nº 4.292 do Conselho Monetário Nacional e vale para qualquer tipo de operação de crédito, como financiamento de veículos, imobiliário, empréstimo consignado ou pessoal.

O primeiro passo é entrar em contato com a sua instituição financeira atual e pedir um extrato consolidado da dívida. Lá, deve constar informações sobre a taxa de juros, saldo devedor e número do contrato. Com esses dados em mãos, você pode ir a outros bancos em busca de condições melhores.

Para ver se a portabilidade vale a pena, você precisará comparar o Custo Efetivo Total (CET) – que inclui juros e custos adicionais – da sua proposta atual com a nova proposta. O valor do saldo devedor e do prazo da nova operação não podem ser superiores aos da primeira, isso significa que as parcelas devem alterar de valor. Vale lembrar que a linha de crédito será a mesma, o que mudará são os custos, conforme cada banco.

Entenda os dois conceitos

Troca de dívidas e portabilidade da dívida são conceitos diferentes. A portabilidade da dívida é quando você transfere seu empréstimo ou financiamento de uma instituição para outra com condições mais vantajosas, como juros mais baixos ou melhor atendimento.

Economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti (Fotografia – Divulgação)

Já a troca de dívidas é quanto você pega um novo empréstimo para pagar uma dívida ou financiamento anterior. Mas atenção: isso só deve ser feito se o novo empréstimo tiver juros menores, como pegar um empréstimo consignado para pagamento de dívida de cartão de crédito. “Além disso, é importante pegar somente o valor que você precisa para pagar a dívida, evitando pegar aquele pouquinho a mais para comprar coisas que não são essenciais”, orienta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

No caso de optar por trocar de dívida, a vantagem está em escolher uma alternativa mais barata para suas necessidades. Tradicionalmente, os recursos do cheque especial e o rotativo dos cartões de crédito são as linhas mais caras do mercado. Empréstimos do tipo consignado ou pessoal, em geral, são mais baratos, enquanto os empréstimos para negativados (quem tem o nome sujo) são bem mais caros. Simule aqui se a troca de dívidas compensa.

No caso da portabilidade, você se manterá na mesma linha de crédito, mudando apenas a instituição financeira. Aí, os custos financeiros de seu financiamento podem variar de banco para banco.

Uma forma de reduzir um pouco o custo financeiro é oferecendo garantias reais à instituição. “Existem empréstimos com garantia real, ou seja, normalmente, com o oferecimento de um veículo ou de um imóvel como garantia. Mas o objetivo para a tomada do empréstimo tem que ser algo muito importante para justificar o oferecimento deste tipo de garantia, ainda mais se for um imóvel, pois caso você não pague o empréstimo, o banco pode tomá-lo de você”, avisa José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

E se você tiver dinheiro para pagar a dívida à vista, compensa?

Caso você possua reservas financeiras e pense em liquidar antecipadamente sua dívida, o cálculo para saber se vale a pena deve ser o seguinte: compare a taxa de juros da dívida com o rendimento da aplicação que o dinheiro está. Se o juros da dívida forem maiores, vale quitá-la. Caso o rendimento do investimento seja maior, mantenha o montante investido e pague as parcelas mensais.

“Na maior parte dos casos, os rendimentos obtidos são menores do que os custos de um empréstimo. Aí, compensa resgatar a aplicação para se livrar da pendência. A única exceção são os financiamentos imobiliários, que possuem taxas de juros menores e valores totais muito elevados”, avalia Marcela.

José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil (Fotografia – Divulgação)

Fique atento e negocie descontos se for pagar à vista – geralmente, as instituições aceitam essa negociação. Lembre-se, também, sempre que as linhas de crédito têm intuito de serem temporárias, servem para pagar bens ou serviços específicos, quando não há receita para cobri-los.

“Quando você estiver utilizando linhas de crédito temporárias como se fossem permanentes, é sinal de que algo está errado. O melhor exemplo disso é usar o limite do cheque especial como se fosse parte de sua renda mensal”, diz Vignoli.

*Da redação com informações do Meu Bolso Feliz


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