Portugal: incêndio florestal já matou mais de 60 pessoas

Incêndio florestal no centro de Portugal dura mais de 24 horas. O incêndio já é considerado uma das maiores tragédias dos últimos 50 anos no país. A maioria das pessoas morreu carbonizada dentro dos carros.

Portugal vive uma grande tragédia. Um incêndio florestal na região de Leiria, no centro do país, já matou pelo menos 62 pessoas, além de deixar outras 62 bastante feridas. Mais de mil bombeiros seguem trabalhando no combate às chamas.

Uma chuva leve iniciada na manhã desta segunda-feira causou um pequeno alívio à população atingida e aos bombeiros exaustos. Aviões levando água, inclusive franceses e espanhóis, retomaram suas missões após uma pausa de domingo para segunda-feira.

“Ainda há muita floresta que pode queimar, e a chuva não faz muita diferença”, disse Rui Barreto, vice-chefe dos bombeiros, no quartel-general improvisado dos serviços de emergência em Pedrógão Grande enquanto trovões ecoavam nos céus sobre a cidade coberta de cinzas.

CAUSAS DO INCÊNDIO

A hipótese de incêndio criminoso foi descartada e as equipes de resgate, com cerca de 1,6 mil integrantes, estão mobilizadas.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, informou que, entre os feridos, 18 foram levados para hospitais. Quatro bombeiros e uma criança estão em estado grave.

Exceto o distrito de Faro, o restante do país está sob aviso laranja – o segundo mais grave em uma escala de quatro, que aponta para um risco entre moderado a elevado. O governo decretou três dias de luto nacional.

Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas em seu território continental.

DEVASTAÇÃO

Em uma das regiões mais apreciadas por excursionistas e fãs de esportes aquáticos, entre as colinas das vilas de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, o cenário é de total devastação.

Autoridades portuguesas encontraram veículos queimados na estrada, com famílias carbonizadas, mais de 30 pessoas. As vítimas tentavam fugir das altas chamas que se aproximavam de suas residências pela estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

De ambos os lados da estrada, a fumaça branca e espessa permanece acima das árvores carbonizadas e o asfalto queimado. O primeiro-ministro português, António Costa classificou o incêndio como a maior tragédia humana do passado recente do país.

Imagens: Reprodução WEB

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