Startup criada por Flávio Trevezani quer ser referência na busca por experiências autênticas, aproximando público e empreendedores do setor de lazer, cultura e turismo
Descobrir o que fazer na própria cidade pode ser mais difícil do que parece. Foi a partir dessa inquietação que nasceu a Porankatu, startup idealizada por Flávio Trevezani, cofundador e diretor executivo da plataforma, que participou do mais recente episódio do podcast Destinos ES.

“Acho que como toda startup, começamos com uma dor pessoal dos fundadores, eu e meu marido, meu sócio-fundador. A gente começou a sentir falta de uma plataforma assim quando viajávamos”, contou Flávio. A percepção de que esse tipo de ferramenta já existia fora do Brasil, mas ainda não tinha sido explorada por aqui, impulsionou o projeto. “Estudamos e vimos que isso existe fora do país, mas ninguém teve interesse em investir aqui ainda, e fomos evoluindo a ideia, percebendo a necessidade de ampliar para uma plataforma voltada para todo o mercado de diversão.”
A proposta é simples e direta: reunir, em um só lugar, opções de lazer, gastronomia, eventos e turismo. “A ideia é ser uma espécie de agenda cultural, reunindo diversas opções de diversão em uma mesma plataforma onde as pessoas podem pesquisar de acordo com seus gostos e descobrirem algo que nem sabiam que existia em sua própria cidade”, explicou.
A Porankatu se apresenta como um ambiente de busca objetiva. “A gente propõe que a plataforma seja um ambiente de referência para encontrar os atrativos, um ambiente de busca certeira pela diversão.” Para ele, as redes sociais não cumprem bem esse papel. “A ideia das redes não é entregar o que você busca, mas sim te prender nos conteúdos. A Porankatu é uma empresa digital que te prepara para viver o real. O objetivo não é ficar navegando na plataforma, é descobrir os atrativos e sair para viver o mundo real.”
Além de conectar o público às experiências, a startup também abre espaço para empreendedores locais. “Os empreendedores podem entrar em contato com a gente para divulgar seus produtos e serviços”, reforçou. Segundo Flávio, o desafio atual é ampliar essa adesão. “O que falta hoje é, principalmente, que os empreendedores comecem a divulgar mais na nossa plataforma. É gratuito. Estamos aqui para isso: conectar os negócios às pessoas interessadas em descobrir o que há para se fazer aqui no Espírito Santo.”
Para fortalecer a marca e movimentar o cenário cultural, a Porankatu também promove eventos próprios. Um exemplo foi a Caminhada Alcóologica no Centro de Vitória, realizada este ano. “Os interessados compraram o ingresso, receberam brindes exclusivos e tiveram acesso ao circuito turístico de bar em bar, vendo de perto tudo o que essa região tão rica em cultura tem a oferecer”, contou. Novas edições já estão nos planos. “Estamos preparando outras versões do evento, como uma mais voltada para a gastronomia em vez das bebidas.”
O próprio nome da empresa carrega significado e identidade local. “Porankatu é de origem indígena tupi-guarani e une as palavras ‘bom’ e ‘bonito’. A gente queria brincar com a expressão ‘bom, bonito e barato’, mas até onde pesquisamos não existe a palavra ‘barato’ no idioma”, explicou.
E a mascote da marca também nasceu de uma provocação. “Muita gente dizia que nossa ideia é boa, mas que muitas vezes tem preguiça de sair. A gente responde: pega essa preguiça e vai passear com ela. E pronto: ela se transformou no símbolo da nossa empresa.”
Com proposta digital e foco no mundo real, a Porankatu surge como uma aliada do turismo, da economia criativa e da vida cultural capixaba – incentivando moradores e visitantes a explorarem o que o Espírito Santo tem de melhor, não apenas nas férias, mas o ano inteiro.
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