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segunda-feira, 27 junho, 2022

Planos de saúde individuais terão reajuste negativo pela 1ª vez

Crédito da imagem: Agência Brasil

Agência Nacional de Saúde Suplementar confirmou que o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares será negativo. A queda é de 8,19%

Por Samantha DiasO índice negativo reflete a queda da demanda por serviços, que ocorre em meio ao isolamento social decorrente da pandemia de covid-19. O mapa assistencial da saúde suplementar referente à 2020 mostrou que, no ano passado, houve uma queda de 25,1% no número de consultas, de 14,6% nos exames e de 15,6% nas internações.

O reajuste anual definido pela ANS fixa o percentual máximo que as operadoras podem usar para atualizar as mensalidades. Nesse caso, significa que elas deverão sofrer uma redução de, pelo menos, 8,19%. É a primeira vez que um reajuste negativo é anunciado pela ANS desde sua criação, em 2000.

“As operadoras não podem deixar de reduzir os valores das mensalidade. Elas não têm essa opção”, disse o diretor-presidente da ANS, Rogério Scarabel Barbosa. “Representa uma medida justa, visto que houve redução dos atendimentos assistenciais em 2020″.

A decisão não se aplica aos planos coletivos, sejam empresariais ou por adesão. Ela incide apenas nas mensalidades dos contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999. São aproximadamente 8,1 milhões de beneficiários, o que corresponde a cerca de 17% do mercado de saúde suplementar. Para planos adquiridos antes de janeiro de 1999, mantidos por quatro operadoras, foram definidos os seguintes percentuais: -7,83% para Amil e -7,24% para Bradesco, Sulamérica e Itauseg.

O valor final das mensalidades dependerá ainda do reajuste do ano passado, que começou a ser cobrado neste ano. A ANS permitiu que as operadoras subissem até 8,14% o preço dos planos, porém suspendeu os aumentos entre setembro e dezembro de 2020 devido à pandemia. Os valores referentes a esse reajuste anterior puderam voltar a ser cobrados em janeiro deste ano, parcelados em 12 vezes.

A advogada Kelly Andrade informou que o reajuste negativo de 8,19% começa a ser aplicado no próximo mês (agosto), retroativo a maio deste ano, e é válido até maio do ano que vem. Ela lembrou também que a suspensão do reajuste terminou em dezembro do ano passado e que, com o parcelamento sendo aplicado mensalmente neste ano, o valor da mensalidade cobrada vai considerar essa diferença.

Com informações da Agência Brasil 

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