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quarta-feira, 29 maio, 2024

Anticoncepcional faz 60 anos como importante método de plano familiar

Pílula anticoncepcional completa 60 anos de comercialização no Brasil

Por Paula Bourguignon 

Ginecologista explica quais os principais avanços, benefícios e contraindicações desse método contraceptivo.

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Ao longo dos anos, a melhora na formulação tornou as pílulas mais seguras e menos agressivas à saúde das mulheres. Ainda assim, especialista explica que existem contra indicações e efeitos colaterais.

O ano de 1962 marcou o início da comercialização da pílula anticoncepcional no Brasil, dois anos após seu uso ter sido aprovado nos Estados Unidos. A chegada do método contraceptivo há exatos 60 anos representou uma mudança significativa para a vida das mulheres brasileiras, já que foi a partir daí que elas tiveram a possibilidade de escolher se querem ou não engravidar e quando isso acontecerá.

Apesar disso, as primeiras versões do medicamento ofereciam riscos à saúde e efeitos colaterais severos. Com o passar dos anos e a modernização das pesquisas sobre o fármaco, atualmente as opções disponíveis no mercado são mais seguras.

O funcionamento da pílula ocorre a partir da combinação de dois hormônios: o estrogênio e a progesterona. Ambos agem na hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro e que é responsável pela produção dos hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH), que, por sua vez, agem no ovário, fazendo com que a mulher ovule. A função da pílula é justamente a de bloquear a ovulação. Além disso, a medicação altera o muco cervical, um líquido responsável por facilitar o avanço dos espermatozoides.

Vantagens

* Tem alta eficácia contra gravidez
* Melhora a pele
* Diminui cólica e TPM
* Regulariza o ciclo menstrual
* Reduz o fluxo menstrual

Efeitos colaterais

A ginecologista da Unimed Vitória Fatima Maria Gomes explica que o uso do anticoncepcional pode resultar em efeitos colaterais, como náuseas, vômito, diminuição da libido, alterações no fluxo menstrual e cefaleia, que é em uma dor que pode aparecer em qualquer parte da cabeça, incluindo o couro cabeludo, pescoço, rosto e o interior da cabeça.

Outros sintomas comuns provocados pelo uso do medicamento são o aumento de pelos, alterações no humor e surgimento de acne.

Existem fatores de risco que aumentam os efeitos colaterais: tabagismo, hipertensão, diabetes, histórico familiar de trombose e câncer no fígado.

“O anticoncepcional deixa o sangue mais lento, por isso há a probabilidade de o sangue coagular e causar trombose e um acidente vascular cerebral (AVC)”, diz a médica.

Desvantagens

*Retém líquidos e aumenta as celulites
* Aumenta possibilidade de doenças hepáticas
* Facilita a hipertensão arterial
* Aumenta o risco de tromboembólicas

Pílula não é só para prevenir a gravidez

A pílula possui outros benefícios, sendo indicada para tratar a irregularidade menstrual, redução das cólicas menstruais, endometriose, queda de cabelo e síndrome dos ovários policísticos (SOP).

De acordo com a ginecologista Fatima Maria, é importante lembrar que nem sempre o medicamento causa um aumento de peso. No entanto, existem fatores que podem passar a impressão de que a mulher está acumulando gordura. Há uma retenção de líquido que reflete no peso corporal, mas não representa, de fato, um ganho de gordura. “Essa condição depende do metabolismo de cada pessoa, pois existem mulheres que até emagrecem”.

Contraindicações

O uso de medicamentos, como antibióticos, anticonvulsivantes, antirretrovirais e antifúngicos, pode interferir na eficácia do anticoncepcional.

Além disso, a pílula é contraindicada para os pacientes com câncer no fígado, câncer de mama e câncer de endométrio. Mulheres que suspeitam de gravidez também não devem usar esse método contraceptivo.

Pílula anticoncepcional x pílula do dia seguinte

A ingestão do anticoncepcional junto com a pílula do dia seguinte, que é um contraceptivo emergencial, pode provocar desordens no organismo, como irregularidade menstrual. Os efeitos colaterais dessa combinação ainda incluem náuseas, vômitos, dores de cabeça e nas mamas, vertigens e possível aumento do risco de trombose.

A recomendação é que a pílula do dia seguinte não seja usada mais de uma vez por mês. A melhor alternativa para as mulheres que se esqueceram de tomar a pílula regularmente ou a utilizaram de forma inadequada é usar camisinha como método de prevenção à gravidez.

Prevenção gratuita

O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com a distribuição de oito tipos de métodos contraceptivos: preservativos masculino e feminino, pílula combinada, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, anticoncepção emergencial (pílula do dia seguinte), DIU de cobre, a minipílula e diafragma. A prática do autodiagnóstico pode ser perigosa e por isso a recomendação é procurar um ginecologista antes de iniciar algum tipo de tratamento.

Entre todos os esses métodos, o único capaz de prevenir infecções sexualmente transmissíveis é a camisinha.

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