PF encaminha à defesa de Temer perguntas relacionadas à delação da JBS

Foto: Diego DEAA/WikiCommons

O presidente da República terá 24 horas para responder aos questionamentos que tratam da gravação da conversa entre ele e Joesley Batista e outros temas relacionados à delação

A Polícia Federal (PF) encaminhou, nessa segunda-feira (05), à defesa do presidente Michel Temer (PMDB), as perguntas formuladas no inquérito que apura as denúncias feitas por executivos da empresa JBS, entre eles os irmãos Joesley e Wesley Batista. A delação premiada foi homologada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, foram entregues dois blocos com 84 perguntas relativas ao inquérito sobre a delação da JBS, nessa quinta às 16h30. Um deles sobre as informações colhidas durante a investigação como grampos telefônicos, ações controladas, buscas e apreensões. Já o outro, especificamente sobre a conversa com Temer gravada por Joesley Batista na noite de 07 de março, no Palácio do Jaburu.

Em uma das perguntas, a PF pede que o presidente esclareça o sentido da frase “tem que manter isso”, dita ao empresário da JBS, Joesley Batista, durante encontrou no Palácio do Jaburu.

O presidente da República terá 24 horas para responder aos questionamentos que tratam da gravação da conversa entre ele e Joesley Batista e outros temas relacionados à delação, mas o presidente não é obrigado a fazê-lo.

Na terça-feira (30), Fachin autorizou a PF a tomar o depoimento do presidente, por escrito. Ao negar pedido da defesa de Temer para que as perguntas só fossem feitas após perícia oficial da gravação, o ministro afirmou que o presidente poderá se negar a responder aos questionamentos relacionados aos áudios, pois tem o direito constitucional de não produzir provas contra si.

Defesa

Apesar das perguntas serem bem esclarecedoras, a defesa de Temer aposta em sua absolvição e o presidente está esperançoso de que sairão vitoriosos do julgamento. A defesa do presidente levou ao Palácio do Planalto o diagnóstico de que a maior parte dos ministros darão votos técnicos, o que faria com que o a decisão do plenário não fosse tão impactante.

Desta forma, os advogados já pensam em apresentar argumentos suficientes para que inocentem Temer e evite a cassação de seu mandato. Em contrapartida, o presidente já está estudando um discurso em que tentará se blindar no Congresso contra as possíveis acusações que Janot deverá apresentar contra ele.

Além disso, ele pensa em apelar usando o discurso de que caso as acusações contra ele sejam aceitas, a Lava Jato ganhará ainda mais força, a ponto de comprometer toda a classe política, e que os parlamentares poderiam perder seus mandatos futuramente.

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