Madeira estudada por grupo da Ufes passa por processos de modificação para reduzir degradação biológica e gerar produtos de maior valor
Por Amanda Amaral
Estudos realizados no Espírito Santo se debruçam sobre os processos de modificação da madeira destinada à construção civil e à indústria com o objetivo de aumentar a resistência à degradação ou dano provocado por seres vivos, principalmente fungos e insetos – a biodeterioração.
Os resultados “podem agregar valor à madeira de eucalipto, que é a principal essência florestal cultivada no Brasil, ampliando suas possibilidades de aplicação em produtos de maior valor agregado”, conforme explicou umas das integrantes da pesquisa, a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL), Anna Clara Rupf. Em sua visão, “ao prolongar a vida útil da madeira, também contribui para a diminuição da pressão sobre florestas nativas e para o uso mais eficiente dos recursos florestais plantados”.
A pesquisa é feita pelo grupo Modificação da Madeira, vinculado ao PPGCFL do campus de Alegre, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). São estudadas com maior foco a madeira do eucalipto de plantios de rápido crescimento e rotações curtas e a madeira de tauari (da Amazônia brasileira), que é ideal para pisos, móveis, portas e painéis, mas pouco valorizada no mercado nacional.
“A nossa produção industrial de madeira modificada é muito pequena. Assim, os principais focos do nosso grupo de pesquisa são gerar conhecimento sobre o processo aplicado às matérias-primas brasileiras; divulgar o assunto; fornecer orientação a empresários interessados e cooperar com pesquisadores brasileiros interessados”, afirma o professor e coordenador do grupo, Djeison Cesar Batista, ressaltando que a modificação da madeira é um tema pouco estudado no Brasil.

