22.6 C
Vitória
sábado, 15 agosto, 2020

Para não dizer que não falei de instituições

Leia Também

PIX: ferramenta dos grandes bancos pra não perder pros novatos?

Conselheiro do Corecon avalia interesses que podem estar sendo preservados com o novo sistema, estruturado pelo BC, que passa a vigorar a partir de...

Planos de saúde vão cobrir exames para detecção do novo coronavírus

Os exames poderão ser feitos nos pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG)

Virou lei: Síndicos terão que enviar denúncias de agressões às autoridades

Mais um passo importante no enfrentamento à violência contra os mais vulneráveis na Capital. A lei nº 9.653/2020, de autoria do vereador Wanderson Marinho (PSC), ...

Na semana passada o País celebrou a proclamação de sua independência, quando D. Pedro I decretou a separação do Brasil de Portugal e tomou a coroa do Império brasileiro para si, como lhe aconselhara o pai.

Deixamos de ser colônia, mas mantivemos a monarquia como forma de governo.  Só 1889, com a proclamação da República, mudamos a forma de governo.

Ambas foram mais motivadas pelo controle de poder do que para implementar um projeto de País – ainda que havia defensores e opositores para,  Brasil-Colônia e Brasil independente; para escravidão e abolicionismo; e para monarquia e para república.

Com todas as vênias devido a falta de espaço para mais considerações, e aproveitando do benefício do ex post, é possível admitir que as mudanças institucionais brasileiras, desde o Império, sempre estiveram sob a tutela de interesses individuais imiscuídos nos interesses públicos. As questões de interesse de Estado vêm sendo subjulgadas em relação  às daqueles que estão a serviço desse Estado e/ou que lhe prestam serviços.

Institucionalizou-se uma inversão de valores e de prioridades que está consumindo a capacidade do Estado assumir o papel que lhe cabe dentro da República Democrática Brasileira.

Nesse contexto, guardadas as devidas proporções, o incêndio do Museu Nacional da UFRJ e o ataque sofrido pelo candidato à Presidência da República, são as mais recentes evidências do que a referida inversão de valores é capaz de gerar – e ambas são apenas duas pontas de um iceberg de erros e omissões.

No incêndio, a inversão de valores esteve na escolha de gestão. Entre garantir a manutenção de infraestrutura de um patrimônio – que resgata memória e é fonte de pesquisa – e aumentar o número de servidores, optou-se pelo segundo. Perdeu-se a memória e as fontes de pesquisa. E os servidores? Vão receber sem trabalhar até a burocracia aloca-los em outro setor.

No ataque ao candidato, por externar o aumento da intolerância às diferenças de opiniões – disseminadas nas falas dos fichas-suja e dos autocratas, que passam ao largo do núcleo do problema da democracia brasileira.

Democracia e República são instituições imprescindíveis para que um país seja socialmente justo e economicamente próspero.

Suprimi-las é obstaculizar o progresso econômico e a justiça social.

Mas para mantê-las, é preciso civilidade e integridade moral – traços de comportamentos raros nos donos do poder no Brasil.

Então, não é a democracia que está errada. São as atitudes dos falsos democratas – que se apoderam de suas instituições como trampolim para chegar ao poder. Uma vez lá, recorrem às instituições do Estado Patrimonialista – clientelismo e nepotismo – para enriquecer ilicitamente.

Enquanto fazem isso, a economia do País não avança técnica e competitivamente devido ao insuficiente volume de investimento.

E como o Estado Patrimonialista também desconhece responsabilidade fiscal, seus vícios –  sistema tributário ineficiente e oneroso; regulação inadequada – são custos para a economia.

Este ciclo (de comportamento) vicioso precisa ser eliminado para que Democracia e Economia tragam a prosperidade de volta para o Brasil.


Leia mais

A fatura da irresponsabilidade fiscal

Continua após a publicidade

ES Brasil Digital

ESB 179 Digital
Continua após publicidade

Fique por dentro

Com reação à pandemia, alta dos desembolsos do BNDES é a maior desde 2009

Na comparação dos desembolsos trimestrais com iguais períodos de anos anteriores, sempre corrigindo pela inflação, a alta de 61,6% foi a maior desde o terceiro trimestre de 2009

Com pandemia, Brasil tem queda recorde da atividade no 2º trimestre

Os dados do BC já levam em conta os ajustes sazonais, o que permite a comparação de um trimestre com os três meses imediatamente anteriores

Idaf realiza ação educativa na Ceasa/ES

Com o objetivo de conscientizar produtores rurais e compradores sobre a importância do Serviço de Inspeção Oficial nos produtos de origem animal, o Instituto...

Bater ponto de trabalho a distância vira questão com pandemia

A Reforma Trabalhista de 2017 regulamenta o teletrabalho como uma prestação de serviços fora das dependências do empregador

Vida Capixaba

Novas passarelas de pedestres em Viana

A Eco101 iniciou as obras para a implantação de mais três passarelas de pedestres na BR-101/ES/BA, totalizando 19 estruturas ao longo da rodovia. Atualmente, existem...

Durante a pandemia, a pele também precisa de cuidados

Entre o medo do contágio e a vontade de que tudo volte à normalidade, a pandemia despertou nas pessoas uma maior preocupação e cuidados...

O Pequeno Príncipe traz poesia às telas em espetáculo ao vivo

Conhecido do público infantil e adulto, o conto ‘O Pequeno Príncipe’, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, sai dos livros e chega aos palcos,...

Bike se populariza em tempos de coronavírus

Para fugir das lotações, dos atrasos e riscos de contaminação do transporte público, muitas pessoas se tornaram adeptas das bicicletas neste período Que táxi, que...
Continua após publicidade