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sábado, 8 agosto, 2020

O que querem de você, empreendedor?

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Aposto que você, na sua missão de empreendedor, já se perguntou: O que querem de mim?

Por Valeria Effgen

O erro mais comum do candidato a empreendedor é achar que todo mundo vai gostar do seu produto ou serviço só porque ele acha que é bom.

Chamo, inclusive, de candidato a empreendedor, porque não basta ter uma ideia baseada na sua própria percepção e achar que todos terão a mesma percepção que você tem dela.

Ideias boas muitas pessoas têm o tempo todo! Mas porque então nem todos se tornam empreendedores de sucesso?

Na minha vida de consultoria vi gente absurdamente inteligente como inventores, empreendedores de bairro, estilistas da comunidade, entre tantos outros, que embora tivessem muito talento, nunca conseguiram avançar muito além de seu bairro, mesmo fazendo, aparentemente, todo o esforço possível.

É inevitável não nos perguntarmos, então, porque essas pessoas não despontaram e viraram empreendedores de sucesso. Seria porque não encontraram investidores? Porque não tinham formação suficiente? Será que a ideia não era tão boa assim? Ou talvez todas as anteriores? Queremos respostas!

Há uma linha, que não é nem um pouco tênue, que diferencia os empreendedores que crescem daqueles que não conseguem ir muito longe, mas para seguir entendendo o dilema, talvez primeiramente devamos explorar o que seria esse sucesso.

Para a maioria das pessoas, o sucesso profissional está relacionado a conseguir crescimento, prestigio e dinheiro com base no seu trabalho ou no resultado do seu empreendimento.

Entretanto, eu gosto de dizer que o sucesso não é um conceito parametrizado. Primeiramente o empreendedor, e qualquer pessoa, deve dimensionar qual seria o seu patamar de sucesso, pois simplesmente com esse alinhamento evitaríamos muitos casos de frustrações pessoais.

Pois bem, voltando para o assunto empreendedorismo, o que devemos fazer primeiramente é definir a nossa visão pessoal, ou seja, onde queremos chegar como empreendedores. Surpreendentemente, podemos conferir pessoas que se consideram bem sucedidas com um negócio de bairro que as proporcionasse sustento digno e momentos de diversão sustentável com a família e amigos e isso é lindo!

No entanto estamos falando aqui de empreendedores que tem uma visão de longo alcance e vamos focar nisso. Nas minhas palestras eu costumo dizer que “O limite do seu crescimento é a sua visão.”

Isto significa que se você se enxergar no seu bairro vai ficar no seu bairro, se enxergar sua cidade ou estado vai parar apenas em sua cidade e seu estado, ou se visualizar o mundo é lá que vai chegar.

O mundo nos espera! As fronteiras são todas imaginárias.

Se você faz parte do grupo que quer conquistar o mundo, vamos, finalmente, ao que este mundão espera de você para te deixar seguir:

O MERCADO: espera que você tenha pleno conhecimento das suas nuances: demanda, público alvo, opções de marketing, concorrência, regionalização, sazonalidade, alcance da comunicação. Enfim, estes dentre muitos outros pontos a considerar nos levam a apenas uma palavra: conhecimento. Pleno conhecimento do mercado onde se pretende atuar é o mínimo que um empreendedor pode fazer para começar a pensar em viabilizar seu negócio. O mercado é feroz e só os mais bem preparados conseguem se sustentar nele.

A ECONOMIA: exige que você tenha, basicamente, um bom planejamento financeiro. Um bom planejamento financeiro deve levar em conta todas as questões mercadológicas citadas acima, em conjunto com o bom plano B, para ser usado caso todas as suas expectativas não se concretizem. A falta do plano B, inclusive, é o erro mais comum dos candidatos a empreendedores, pois fazem apenas um plano, e quanto esse plano dá errado não têm a mínima reserva para margens de erro.

A CONJUNTURA: ou o contexto da sociedade, o “status quo” que é uma circunstância, ou seja, uma associação de elementos que são capazes de determinar alguma coisa, também deve ser considerada e pode fornecer insumos valiosos para a decisão de começar ou adiar a implantação de algum negócio. A política, os recursos naturais, o momento econômico, o cenário internacional, enfim a Visão Sistêmica tem que ser uma competência de domínio pleno por parte de um empreendedor.

OS CLIENTES: Ahh os clientes! Estes são implacáveis. Se consomem uma vez seu produto ou serviço e não ficam satisfeitos, dificilmente te procurarão novamente ou te indicarão. E pior do que isso, podem te “des”-indicar para seus conhecidos criando um ambiente negativo para seu negócio. O bom empreendedor tem que estar preparado para proporcionar experiências marcantes na primeira oportunidade. Caso não esteja preparado para isso o melhor a fazer é esperar e se preparar mais.

O INVESTIDOR: que vem em último na nossa lista, mas não é menos importante, espera o óbvio. Ele está ávido para que o empreendedor tenha completo DOMÍNIO DE TODOS OS PONTOS ACIMA E O CONVENÇA DISTO!

Portanto conheça o mercado, domine as questões econômicas e financeiras, entenda a conjuntura, cuide bem do cliente e mostre isto tudo para um investidor de visão!

A palavra de ordem quando se fala em empreender é preparação. O grande diferencial para a realização de qualquer projeto é juntar todos os ingredientes técnicos necessários com muita base de conhecimento sem perder a criatividade, a versatilidade e o brilho nos olhos de quem tem um grande sonho!

Pode até não ser fácil, mas, sim, é simples!

Valeria Effgen é escritora e fundadora do viabilize.app – software para desenvolvimento de plano de negócio online.

ES Brasil Digital

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