- Continua após a publicidade -

MP questiona julgamento do TCU sobre relógio de Lula

Recurso apresentado pelo MP de Contas contesta decisão favorável a Lula que pode beneficiar Bolsonaro no caso das joias

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) apresentou um recurso contra a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que permitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficasse com um relógio Cartier de R$ 60 mil. A ideia não é que Lula devolva o relógio ganhado em 2005, na França, mas impedir que novas contestações relativas a presentes oficiais sejam feitas – como o caso das joias da Arábia Saudita, recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com o novo recurso, o MP e o TCU esperam fechar as brechas judiciais que, eventualmente, possam ser usadas pela defesa de Bolsonaro. O argumento é manter a posição adotada no julgamento de 7 de agosto, em que prevaleceu a regra de que presidentes só podem reter objetos de uso pessoal e de baixo valor. O entendimento vem do próprio TCU, de 2016, que classifica esses pertences como “itens personalíssimos”.

Porém, como Lula recebeu o relógio em 2005 – ou seja, antes da lei existir -, a regra não valeria para ele visto que não há retroatividade na legislação. O que quer dizer que ele não seria obrigado a devolvê-lo, segundo esse entendimento.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

“Cada processo possui um rosto”, diz novo desembargador
Bolsonaro diz que vai doar joias sauditas
PF confirma prisão de Alexandre Ramagem nos EUA
Justiça no ES: ação foca em demandas do...
Licença-paternidade ampliada sob a ótica do Direito Familiar
A consolidação de um hub logístico nacional e...
Presidente do TRE-ES participa de encontro nacional do...
Gestão pública: TCE-ES e TCU debatem responsabilidade fiscal
Vitória recebe 1º encontro nacional de reciclagem
PGR nega à defesa de Bolsonaro acesso à...

Quando o TCU julgou que Lula poderia reter o acessório, a defesa de Bolsonaro pediu o arquivamento do inquérito das joias de imediato. Em resposta, Lula afirmou a interlocutores que devolveria o relógio para não favorecer Bolsonaro. Ainda assim, o Planalto não comunicou o que será feito com o presente.

Bolsonaro é acusado pela Polícia Federal de desviar joias e relógios de luxo da Presidência da República avaliados em R$ 6,8 milhões. Os valores obtidos das vendas dos presentes eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal de Bolsonaro por meio de pessoas interpostas, segundo o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente foi indiciado por crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Com informações de Agência Estado

Leia Mais

TJES e ArcelorMittal firmam parceria social
Mauro Cid diz à PF que deu dinheiro...
Ato bolsonarista no Rio tem público estimado de...
Senado aprova ministra do TST e outras autoridades
BTG/Nexus: no 2º turno, Lula tem 47% e...
Hub logístico e transformação do mercado automotivo
Diploma Geovani: veja honraria criada após morte do...
TCU promove diálogo com gestores no ES
TCE-ES aponta melhora nas contas dos municípios
Moraes recebe advogado de Mauro Cid em audiência...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -