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Motoboys de entrega por aplicativo fazem paralisação no ES até domingo

Movimento vai se concentrar em frente a shoppings e pontos estratégicos da Grande Vitória

Por Anderson Neto

Depois dos entregadores e motoboys de serviços de delivery deflagarem um movimento de paralisação até domingo nas principais capitais do país, o Sindimotaxi-ES optou por paralisar as entregas por cerca de duas horas, de 18h às 20h, também até domingo. Os trabalhadores vão se concentrar em frente a shoppings e pontos estratégicos da Grande Vitória.

A informação é do presidente do Sindimotaxi-ES, Luciano Ferreira. “O movimento no Estado terá paralisação de duas horas por dia, até domingo. Estaremos reunidos em pontos estratégicos, levando à população nossas reivindicações”, explicou o dirigente. No Estado existem cerca de 17 mil motociclistas de entrega.

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Nacional

De acordo com Valter Ferreira, presidente do Sinidimoto-RS e representante da comissão tripartite de negociação – formada por trabalhadores, empresas e governo – haverá adesão nas principais capitais do país, além de movimentos localizados, como no Espírito Santo. “Vamos fazer movimentos por todo o final de semana, visando sensibilizar as empresas”, destacou.

As manifestações estão concentradas no centro do Rio de Janeiro e em São Paulo. No final do dia, está prevista a realização de um holograma, às 19h, para denunciar condições precárias de trabalho submetidas aos entregadores. De acordo com o presidente do Sindimotaxi-ES, Luciano Ferreira, os trabalhadores capixabas ainda vão decidir sua adesão ao movimento.

Segundo a Associação dos Motofretistas Autônomos (Amae), do Distrito Federal, a categoria acredita ser injusto receber apenas pelas entregas, ficando reféns do aplicativo do serviço. Os motoboys querem o pagamento de remuneração de R$35,00 por hora trabalhada.

“Se você ficar o dia inteiro pela rua e não entregar nada, não recebe nada. Queremos receber da mesma forma como os garçons”, comentou o diretor da Amae Eduardo Couto. As empresas ofereceram o pagamento de R$17,00 por hora, o que foi considerado inaceitável pelos entregadores.

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Negociação

Após pouco mais de quatro meses de negociação em um grupo de trabalho (GT) instituído pelo governo federal, representantes dos profissionais de entrega saíram insatisfeitos da reunião realizada no último dia 12, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília.

A categoria alega que está há mais de quatro meses tentando negociar com empresas como IFOOD, Rappi, Amazon, Uber, Zé Delivery, Mercado Livre e outras. Os motoboys reclamam que as empresas “menosprezam os sindicatos de motofrete, legítimos representantes dos trabalhadores no Grupo Tripartite do governo federal”.

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