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Maio vermelho: como fazer o autoexame da boca e prevenir o câncer

Cirurgiã-dentista explica o passo a passo para o autoexame e o que deve ser observado pelo paciente, que deve realizá-lo uma vez por mês

Por Amanda Amaral

No Espírito Santo, a estimativa é que em um ano 360 novos casos de câncer bucal sejam identificados. Por isso, a campanha Maio Vermelho alerta para a prevenção dos tumores relacionados à cavidade oral, um hábito simples como o autoexame pode salvar vidas se feito com regularidade.

Os dados de estimativa constam no estudo Incidência de Câncer no Brasil de 2023, elaborada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). A campanha foi criada para este mês em razão do Dia da Luta Contra o Câncer Bucal e Dia Mundial sem Tabaco, ambos em 31 de maio.

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Os principais fatores de risco para o câncer bucal e tumores de orofaringe são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, com risco potencializado para aqueles que fumam e também bebem, segundo o Inca, que ressalta ainda o risco aumentado com a obesidade e o baixo consumo de frutas e legumes.

A cirurgiã-dentista especialista em periodontia e implantodontia, Larissa Pavesia, reforça que uma boa higiene oral diminui o risco de desenvolvimento de problemas bucais e dentários, mas que também é fundamental apostar em hábitos de vida saudáveis, afinal a maioria das doenças da boca têm relação direta com fumo, consumo de álcool, má alimentação, entre outros, considerados fatores de alto risco.

Já a cirurgiã-dentista, implantodontista e diretora clínica do IOS (Instituto Odontológico), Marlei Bonella, acrescenta que a prevenção contra o câncer de boca também passa pelo uso de preservativo em práticas sexuais orais visando a evitar infecção por HPV e pela manutenção da higiene bucal.

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Marlei Bonella é cirurgiã-plástica. Foto: Divulgação
Marlei Bonella é cirurgiã-plástica. Foto: Divulgação

A especialista ressalta que é necessário realizar visitas regulares ao dentista e, claro, ter uma alimentação saudável. Contudo, é enfática quanto ao autoexame de boca. “Nós orientamos o paciente a fazer uma avaliação da cavidade bucal, observando se há presença de alterações, como manchas esbranquiçadas, escuras ou avermelhadas, nódulos, feridas que não cicatrizam ou qualquer outra alteração na boca. É uma medida de prevenção importante, especialmente no diagnóstico precoce do câncer de boca”, afirma.

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Marlei Bonella explica que qualquer pessoa pode fazer o exame, que por recomendação deve ser feito uma vez por mês. No caso de uma dor incômoda, a orientação é procurar o quanto antes um cirurgião-dentista para que estas alterações sejam identificadas de forma precoce.

“O ideal é estar em frente a um espelho, com boa iluminação. Lavar as mãos e verificar: os lábios; gengivas; parte interna das bochechas; o palato, que é o chamado céu da boca; língua, em suas superfícies laterais e inferior, além da parte de baixo da língua. Ao fazer isso, é importante procurar por qualquer ferida que não cicatriza em até 15 dias”, orientou.

“Enfermidades bucais em estágio avançado causam dor e desconforto, além de impactar na autoestima e autoconfiança. Mas, o principal disso tudo, é que muitas vezes estão ligadas a problemas graves de saúde que afligem outras partes do corpo. Ao analisar a boca do paciente é possível identificar sinais de doenças sistêmicas como diabetes, patologias cardíacas e Alzheimer. Sintomas como sangramento gengival, feridas bucais, fraturas nos dentes e outras alterações podem indicar essas condições. Mas antes de observadas pelo especialista, essas alterações podem e devem ser observadas pelo próprio paciente, que deve prestar a atenção aos sinais dados pelo corpo”, ressalta Larissa Pavesia.

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