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Lula em 1º no Datafolha, mas sem ele Bolsonaro e Marina se fortalecem

O petista ganha em todos os cenários no segundo turno, e Marina venceria Bolsonaro na disputa com 10 pontos de vantagem.

Nem o recurso contra condenação negado em segunda instância, nem habeas corpus preventivo recusado pela Justiça mudaram a posição de Lula nas pesquisas eleitorais. O petista continua em primeiro lugar nas intenções de voto para as eleições presidenciais deste ano. Em um dos cenários avaliados, na pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha desta quarta-feira (31), Lula tem 37% das intenções de voto.

Na sequência, aparecem Jair Messias Bolsonaro (16%) e Geraldo Alckmin (7%), em uma simulação sem Marina Silva. Lula está em primeiro em todos os cenários em que foi colocado. Quando o nome de Marina é considerado, ela recebe 8% das intenções e Lula cai para 34%.

Porém, o ex-presidente pode não fazer parte da disputa. Ele teve o recurso contra a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro negado em segunda instância no dia 24 de janeiro. A decisão foi julgada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre.

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Nessa terça-feira (30), o Superior Tribunal de Justiça recusou o pedido de habeas corpus preventivo para evitar a prisão. O ministro Humberto Martins entendeu que a decisão do TRF4 garante que Lula não será preso antes da apreciação do último recurso. Assim, não há urgência para conceder a medida cautelar.

Repercussão no Estado

Os principais beneficiados pela saída de Lula da disputa presidencial em 2018 são Bolsonaro e Marina Silva. Na mesma pesquisa, uma simulação de segundo turno entre os dois, mostra Marina com 42% e Bolsonaro com 32%.

Para o deputado Carlos Manato (SD), apoiador de Bolsonaro no Espírito Santo, a saída de Lula da disputa desenha um cenário ainda desconhecido. Porém, ele considera que os outros grupos se posicionariam contra o pré-candidato, que está em primeiro lugar na pesquisa sem Lula.

“Em um segundo turno entre os dois, a grande maioria da direita estaria com Bolsonaro, enquanto do centro-esquerda até a extrema esquerda iria com Marina”, avalia. A reação contra o nome de Bolsonaro estaria ligada não somente a posição do deputado nas intenções de voto, mas também pelas posições assumidas por ele que alguns consideram radicais.

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“Atualmente, somente eu que tenho mandato e que me posiciono a favor de Bolsonaro no Estado. Mas, quando ele crescer nas pesquisas, vão aparecer vários outros apoiadores”, considerou Manato.

O membro da executiva nacional da Rede, Gustavo De Biase, confirmou a candidatura de Marina Silva, “independente se Lula concorrer ou não”. Ele avalia que Marina continua bem posiciona nas intenções de voto, mesmo não tendo mandato há 10 anos. Sem o petista na disputa presidencial, ela pode abocanhar parte do eleitorado de esquerda.

“É evidente que, pelo histórico de vida e bandeiras que ela defende, Marina alcança setores mais progressistas do eleitorado. É normal que haja uma migração dos votos que seriam do Lula, mas a Rede não conta com isso. Queremos debater as questões do país e um projeto de governo”, explicou.

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