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quinta-feira, 21 janeiro, 2021

Lições de 2020 para a cultura estadual

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Viveremos um período de renascimento após a pandemia

Por Manoel Goes Neto

Acompanhamos em 2020, os acontecimentos de um ano totalmente imprevisto e atípico. Com ampla cobertura da mídia nacional e internacional, com artigos escritos sobre o assunto, temos agora dados suficientes para afirmar que o segmento artístico e cultural capixaba, também foi um dos mais atingidos pela crise da pandemia do novo coronavírus, como no resto do país, e no mundo.

Mas, por outro lado, podemos acreditar que esse setor terá um relevante protagonismo socioeconômico durante a retomada pós-pandemia. Mas, para que isso aconteça, é necessário um forte investimento na realização de políticas que reforcem os fundos públicos e, ao mesmo tempo, nas instituições públicas e privadas que financiam as atividades culturais.

O segmento artístico e cultural sempre foi vulnerável: onde estão os artistas, técnicos, produtores culturais, e toda a cadeia de fornecedores de insumos e de serviços que representam mais de 2,5% do Produto Interno Bruto-PIB Nacional, e 4,8% do PIB do Espírito Santo. Números relevantes e muito significativos, mas as atividades culturais e artísticas agonizam, devido às necessidades de cumprimento dos protocolos de prevenção sanitária, com isolamento social preventivo ao coronavírus.

Faz-se necessário, e urgente, discutir amplamente como a arte, que respira junto com o povo e dele emana, vai conviver com o futuro de distanciamento social e o uso de protetores respiratórios individuais – as máscaras. Os efeitos da prolongada parada das atividades culturais devem acompanhar-nos ainda por muito tempo, e consequentemente, mudar a forma de consumo.

Um grande desafio, mas que nos estimula a ajudar a manter acesa a chama da cultura,
e da economia criativa aqui em terras capixabas. Demos um passo importante, mas não o suficiente, com sanção da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc – Lei 14.017/2020 – carregada de mecanismos de auxílio aos profissionais da cultura do país, uma das primeiras áreas a serem atingidas pela pandemia do coronavírus, e as que tardarão mais a retornar.

O projeto, de autoria inicial da deputada Benedita da Silva (PT), propõe a utilização de R$ 3,6 bilhões para esses auxílios, verba que já é do Fundo Nacional. Os artistas estão acostumados a viver sob as incertezas do sucesso ou não de público e de crítica, da captação ou não de patrocinadores.

A pandemia do novo coronavírus, no entanto, está transformando o que era embaçado em algo totalmente obscuro. Quando, afinal a rotina se restabelecer, uma nova forma de relacionamento com o público deverá ser criada, pois, se o conteúdo continuará praticamente o mesmo, o modelo de consumo será totalmente novo.

Viveremos um período de renascimento após a pandemia, algo parecido à Renascença na Europa após o período da peste negra. O fazer cultural terá que se reinventar, e já vimos isto acontecer em 2020. Nestes meus mais de 30 anos convivendo com artistas, escritores, poetas, jamais conheci um artista desinteressado ou indiferente aos fatos e as coisas ao seu redor, sempre dispostos a se reinventarem. São seres, realmente, muito especiais!

Manoel Goes Neto
é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV)
e diretor no Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES)

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