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sábado, 4 dezembro, 2021

Como será a economia em 2021?

2021 traz preocupações, mas também esperança para a empresários, trabalhadores e economia do Estado

Por Leulittanna Eller Inoch 

Com o fim dos benefícios ofertados aos empresários pelo Governo Federal, a partir de 2021 as empresas terão de caminhar sozinhas e com isso surgem diversas preocupações, tanto para o lado dos empresários, como também para os trabalhadores, uma vez que a economia não começou a demonstrar sinais de recuperação.

Outra grande mudança, para garantir a estabilidade de empregos e das empresas foi em relação as cargas tributárias como recolhimento de FGTS, 13º, entre outros impostos. A preocupação agora é que as empresas não tenham condições de manter os funcionários como explica Vaner Corrêa, conselheiro econômico do Conselho Regional de Economia do Espirito Santo, Corecon-ES.

“se não houver um tipo de desmame das empresas, pode gerar mais demissões, se os cortes forem abruptos. Mas, se o governo tiver mais antenado no tecido econômico, é óbvio que não vai cortar este tipo de subsídio de vez. Pode estender por mais alguns meses, e depois ir recompondo a carga tributária “paro passu”(passo a passo).

Sem que haja uma volta progressiva da cobrança dos tributos trabalhistas cobrados pelo Governo Federal, as empresas podem ser ainda mais afetadas, acarretando em mais demissões: “É óbvio que, a economia já se encontra com um número altíssimo de desempregados, em torno de 13 milhões, se houver cortes abruptos dos subsídios vai aumentar o exército de “reserva de desempregados”, fala Vaner Corrêa.

2021, ano de expectativas

Se todas as promessas de prosperidades para 2020 foram frustradas por conta da chegada da Pandemia, 2021 vem trazendo a esperança da recuperação em detrimento da vacina contra a Covid.

Vaner Correa, conselheiro do Corecon-ES, acredita que cada setor da economia deve ser observado de forma isolada, mas que a economia deve sim reagir “já a partir de Janeiro, com a aplicação do imunizante em escala mundial, toda expectativa econômica começa a melhorar substantivamente, aí é óbvio que o crescimento econômico mundial ganha uma escala geométrica mais robusta. Obviamente, que durante um tempo razoável, as economias deverão gestar os passivos herdados de 2020. Mas, concomitantemente a esta herança, a economia volta a crescer”.

A mesma esperança também é o que mantem Milene Pegoretti e Peterson Borges, proprietários de uma empresa de locação de móveis para festas, um dos setores mais afetados pela pandemia de que 2021 será bem melhor do que 2020 foi ainda que o vírus não esteja sob total controle

“Para 2021 o ano é de esperança. A perspectiva da vacina trouxe isso pra nós, sabemos que nem todos serão imunizados de uma única vez, mas temos muita fé, que ao longos dos meses a tendência é de que as coisas voltem a acontecer. Estamos confiantes de que o mercado de eventos em 2021/2022 fique super aquecido. Acreditamos que as pessoas irão querer comemorar para celebrar a vida, já que 2020 não foi um ano fácil pra ninguém”

Mesmo com a pandemia a expectativa é de que a economia reaja e pegue poder de tracionamento. “Pessoalmente, ainda acho que o Estado deve continuar induzindo crescimento, e, por consequência, a recuperação econômica, pelo menos, até o fim do primeiro trimestre” Conclui o conselheiro da Corecon, Vaner Corrêa.

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