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Integração modal: a virada de chave que o ES precisa

Integração modal: a virada de chave que o ES precisa

Falar de integração modal é falar de estratégia de ampliação da competitividade. O Estado vive um momento promissor, frente ao fortalecimento da sua infraestrutura portuária

Por Renan Chieppe

O Espírito Santo carrega, historicamente, uma vocação inequívoca para a logística. Nossa localização geográfica garante que num raio de 1.000 km possamos alcançar cerca de 70% do PIB brasileiro. Essa proximidade dos principais mercados consumidores e exportadores do país torna-se estratégica quando se soma a uma infraestrutura portuária bem desenvolvida e a um forte e saudável diálogo institucional.

No entanto, para que o estado dê um novo salto de competitividade, é preciso ir além da vocação e promover uma virada de chave, baseada na integração multimodal.

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Para a Confederação Nacional do Transporte, da qual a Fetransportes faz parte, é essencial o amadurecimento de políticas capazes de coordenar os investimentos em projetos de infraestrutura que suportem a integração entre modais e a execução de projetos que promovam a manutenção, melhoria e expansão da malha rodoviária, a modernização e alcance do transporte ferroviário e a promoção da viabilidade econômica e operacional do modal hidroviário.

Assim é possível garantir a conectividade entre modais e aumentar a capilaridade da rede, o que promove ganhos de escala e produtividade, além de previsibilidade. Uma matriz de transportes desequilibrada gera mais custos e a consequente perda de competitividade.

Falar de integração modal é falar de estratégia de ampliação da competitividade do Espírito Santo. O estado vive, hoje, um momento particularmente promissor, frente ao fortalecimento da sua infraestrutura portuária. Em portos com operações consolidadas, como VPorts e Portocel, identifica-se a ampliação da matriz de cargas, disponibilidade para expansão e integração multimodal.

Novas estruturas também estão sendo implementadas, como o Porto Imetame, na região norte capixaba, cuja operação iniciará ainda este ano, já com 17 metros de calado e preparado para receber navios de grande porte.

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Ao sul está em implantação o projeto do Porto Central, concebido para operar diferentes tipos de carga, de granéis líquidos e minerais a contêineres e produtos do agronegócio.

A integração estratégica se dá por meio de alianças público-privadas, como a iniciativa do Parklog, que congrega todos os atores na identificação de oportunidades e na transformação em negócios efetivos, gerando desenvolvimento territorial.

Trata-se, portanto, de um ecossistema que vai potencializar esse crescimento ao criar ambientes planejados para beneficiamento, armazenagem, distribuição e agregação de valor às cargas. Todo este planejamento integrado e investimentos efetivos são um forte indicador da confiança do setor na capacidade logística capixaba.

Nesse contexto, é preciso o olhar atento às infraestruturas que compõem a integração modal, já que competitividade não se constrói de forma isolada. Novas obras, concessões e investimentos estão fortalecendo a logística integrada no estado, ampliando nossa capacidade de competir e gerar oportunidades.

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O governo do Espírito Santo tem feito um trabalho importante: 20% do orçamento investidos em infraestrutura são um forte sinalizador de que o diálogo institucional e a construção conjunta têm nos colocado no rumo certo.

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A execução de projetos que melhorem os níveis operacionais da infraestrutura viária e investimentos em projetos da malha ferroviária, com ramais adequados, geram um movimento que agrega elementos como agilidade, flexibilidade e confiabilidade.

Para o transporte rodoviário, elo essencial dessa cadeia, essa integração representa mais fluidez operacional, menos gargalos e maior racionalidade logística O resultado disso é ganho de eficiência e custos operacionais reduzidos, refletindo justamente em competitividade.

Com portos eficientes e a integração entre o transporte rodoviário, ferroviário e portuário, eleva-se o padrão de serviço oferecido ao mercado nacional e internacional. Para a indústria e o comércio, isso significa acesso facilitado a mercados e ganho de escala.

Para o estado, traduz-se em arrecadação, geração de empregos e fortalecimento de sua posição no cenário nacional. Ou seja, integração modal é uma estratégia poderosa para ampliação da nossa competitividade.

Transformar o Espírito Santo num hub logístico é um caminho que já começou a ser percorrido. Não é ambição retórica, é projeto estratégico. E a mudança que defendemos é coletiva.

Exige planejamento, segurança jurídica, investimentos contínuos e diálogo permanente entre iniciativa privada e poder público. O momento é favorável. Os investimentos estão em curso. A vocação já está comprovada.

É hora de consolidar essa integração e posicionar o Espírito Santo como referência nacional em eficiência logística, como protagonista de uma nova etapa de desenvolvimento e competitividade.

Renan Chieppe é presidente da Federação dos Transportes no Espírito Santo (Fetransportes)

Esse artigo foi publicado originalmente na Edição 232 da Revista ES Brasil — O Poder da Logística, de março de 2026. Leia a edição completa aqui.

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