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Produção da indústria capixaba acumula alta

A produção física da indústria do Espírito Santo registrou alta de 3% de janeiro a setembro de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado.

Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies) analisou o cenário local do setor e sinalizou o crescimento.

No acumulado dos 12 meses, a expansão é de 0,4%, primeiro resultado positivo desde janeiro de 2016. O desempenho foi o quarto melhor do país, ficando abaixo apenas dos estados do Pará, do Paraná e de Santa Catarina. “Após um ano muito ruim para a economia, o Espírito Santo mantém um ritmo consistente de recuperação. Há um fortalecimento de diferentes setores, traduzido no resultado positivo acumulado neste ano”, disse o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), José Carlos Zanotelli.

Embora no acumulado do ano o resultado tenha sido positivo, a produção física diminuiu 3% em relação ao mês de agosto.

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José Carlos Zanotelli
“Após um ano muito ruim para a economia, o Espírito Santo mantém um ritmo consistente de recuperação.” José Carlos Zanotelli, primeiro vice-presidente da Findes

Em comparação com setembro de 2016, a retração foi de 2,7%. Segundo o IBGE, o recuo em setembro foi ocasionado pelo desempenho dos setores de metalurgia (-11,3%) e da indústria extrativa (-3,6%), afetados, especialmente, pelos itens “bobinas a quente de aços ao carbono e tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço” e “óleos brutos de petróleo”.

“A análise mensal é sujeita a esse tipo de variação, especialmente depois de um crescimento tão expressivo como o registrado em agosto, quando a produção subiu 7,5%. Isso pode ser explicado, por exemplo, por contratos firmados naquela ocasião, que impactaram resultado. Por isso, é mais importante avaliar o desempenho acumulado do ano e em 12 meses”, ponderou Zanotelli.

Outro dado que sinaliza uma retomada do crescimento da indústria capixaba é o faturamento. No acumulado até setembro, em relação ao mesmo período de 2016, o faturamento da indústria de transformação cresceu 0,7%. Por setores, a alta chegou a 11,3% na metalurgia, 5,8% entre as indústrias de alimentos e 1% na indústria de celulose e papel. Na indústria extrativa, o faturamento real acumulou alta de 12,9% até setembro.

Mercado de trabalho e salários

Os dados de emprego também tiveram melhora no Espírito Santo no acumulado de 2017 até setembro. Na indústria de transformação, o saldo entre admissões e demissões ficou positivo, totalizando 1.830 vagas. Na indústria da construção civil, alcançou 385. Apenas na indústria extrativa mineral, as dispensas superaram as contratações em 71 postos de trabalho.

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Industria Capixaba
Dados: Ideies/IBGE

No acumulado de janeiro a setembro de 2017, o segmento industrial foi responsável pelos maiores salários pagos no Espírito Santo, com média de R$ 1.401, sendo que na indústria extrativa mineral o valor foi de R$ 2.214; na indústria de transformação, de R$ 1.643; e na construção civil, de R$ 1.608. No segmento de serviços e comércio, os ganhos foram de R$ 1.435 e R$ 1.233, respectivamente.

 

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