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sexta-feira, 28 fevereiro, 2020

Para o mundo, Brasil é tão corrupto quanto ditaduras militares africanas

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Apesar de avanços na investigação e sanção de grandes esquemas de corrupção, a falta de reformas legais e institucionais pode explicar a sequência de resultados ruins

O Brasil apresentou em 2018 nova queda no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional: o principal indicador de corrupção no setor público do mundo. A nota do país no IPC recuou dois pontos, de 37 em 2017 para 35 pontos, o que fez com que o Brasil perdesse 9 posições no ranking global.

A escala se estende de zero a 100, e quanto menor o valor, maior a percepção da corrupção. A pontuação do Brasil foi a menor desde 2012 – ano em que se modificou a metodologia do indicador e passou a ser possível a análise em série histórica – e representou o terceiro recuo seguido na comparação anual. Com essa nota, o país empatou com Argélia, Armênia, Costa do Marfim, Egito, El Salvador, Peru, Timor Leste e Zâmbia.

A pontuação fez com que o Brasil passasse para a 105ª posição dentre as 180 nações e territórios avaliados pelo IPC – a pior colocação do país dos últimos sete anos.

IPC 2018 | Evolução histórica do Brasil

Ano: 2012
Nota: 43
Posição: 69

Ano: 2013
Nota: 42
Posição: 72

Ano: 2014
Nota: 43
Posição: 69

Ano: 2015
Nota: 38
Posição: 76

Ano: 2016
Nota: 40
Posição: 79

Ano: 2017
Nota: 37
Posição: 96

Ano: 2018
Nota: 35
Posição: 105

O IPC é a mais longeva e abrangente ferramenta de medição da corrupção no mundo. Existe desde 1995, mas seus dados passaram a ser estatisticamente comparáveis ano a ano a partir de 2012. É também a referência para o nível relativo de corrupção nacional mais uti lizada no planeta por tomadores de decisão dos setores público e privado para avaliação de riscos e planejamento de suas ações.

Na avaliação da Transparência Internacional – Brasil, o persistente mau desempenho do país no ranking não significa que tudo o que foi feito nos últimos anos para combater a corrupção não teve resultado. É inegável que grandes esquemas de ilícitos e privilégios foram revelados no período recente, principalmente pela operação Lava Jato e seus desdobramentos.

O fato de haver hoje importantes figuras do mundo político e empresarial atrás das grades é uma prova disso. Há de se destacar também que esta sucessão de escândalos e ações de investigação e punição por parte das autoridades federais tende a aumentar, em um primeiro momento, a percepção de que a corrupção está piorando. A tarefa de reverter esta avaliação depende, no entendimento da organização, de uma série de reformas que demonstrem sério comprometimento do país com a eliminação das causas estruturais deste problema social.

“O fato de o Brasil prosseguir com uma performance tão ruim no IPC 2018 é revelador. A Lava Jato teve – e continua a ter – importância vital para romper com a impunidade histórica da corrupção no Brasil, principalmente de réus poderosos. Mas ela sozinha não será capaz de efetivamente reduzir os níveis de corrupção. Para isso será necessário que o Brasil olhe agora para frente na luta contra a corrupção, atacando as raízes do problema com reformas legais e institucionais”, afirma Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil.

*Da redação com informações de agências

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