- Continua após a publicidade -

Ibovespa sobe em busca dos 143 mil pontos

Decisão de Fux no STF e dados do PPI dos EUA impulsionam Ibovespa e aliviam tensões

A leitura de afastamento da possibilidade de novas sanções dos EUA contra o Brasil após as manifestações iniciais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux no julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro faz o Ibovespa adotar uma série de máximas. Além disso, o recuo do PPI dos EUA, que apura os preços no atacado, ajuda na alta, ao reforçar apostas de quedas dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

O magistrado apontou incompetências do STF para julgar o processo. “Fux e o PPI dos Estados Unidos agradam”, diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, acrescentando que a fala do ministro do STF abre espaço para o caso ir ao plenário da Corte.

“E aí ameniza o estresse do Brasil com os EUA pelo menos momentaneamente”, estima Laatus.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

Brasil pode voltar a ser a 10ª economia...
ES destaca setores estratégicos e amplia conexões nos...
STF decide e encerra disputa sobre prefeitura em...
Medida dos EUA sobre facções pode afetar investimentos...
Dólar supera R,30 com tensão global
Ibovespa avança com EUA-Irã no radar; veja
Dólar no fim de 2026 segue em R$...
PF confirma prisão de Alexandre Ramagem nos EUA
Moraes nega incluir ministro Fux em julgamento do...
Exportações recuam 1,7% no PIB; entenda

Para Bruno Takeo, estrategista da Portenza, a defesa de Fux agrada bastante ao mercados. “Mas não sei se isso é suficiente para mudar as expectativas de que a primeira turma opte por condenar o Bolsonaro.”

Quanto ao PPI, o recuo em agosto reforça a necessidade de cortes de juros nos EUA, afirma. Isso pode atrair fluxo para a B3. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos caiu 0,1% em agosto ante julho, ante projeção de alta de 0,4%.

Ainda impulsionam o Ibovespa as altas de 1,09% no exterior e de 0,25% do minério de ferro hoje em Dalian, na China.

Às 9 horas, foi retomada no STF o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado, com o voto do ministro Luiz Fux. Em meio ao julgamento, ficam no foco digere as ameaças do presidente dos EUA, Donal Trump, ao Brasil em meio ao julgamento no STF.

- Continua após a publicidade -

O processo é acompanhado com atenção, diante de temores de retaliações do governo norte-americano ao brasileiro. Ontem o Brasil condenou a tentativa de intimidação da Casa Branca ao considerar o uso de poderio econômico e militar para “proteger a liberdade de expressão”.

Segundo o Itamaraty, os Três Poderes não vão se intimidar “por qualquer forma de atentado à nossa soberania”. O STF já tem os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino pela condenação dos oito réus e a expectativa é que Fux apresente alguma divergência

Nesta manhã saíram dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com recuo de 0,11%, após alta de 0,26% em julho, acumulando alta de 5,13% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,50%. O resultado mostrou uma deflação menos intensa do que a mediana de 0,16% das expectativas (-0,27% a -0,07%), frustrando um pouco algumas apostas de início de queda da taxa Selic em dezembro deste ano, segundo analistas.

A indicação de inflação ainda pressionada pode dificultar apostas de queda da Selic em dezembro. O índice de difusão do IPCA atingiu 59,76% em agosto, ante 49,6% em julho, calculam os economistas do Banco BV Carlos Lopes e Christian Meduna. A taxa mede a proporção dos 377 subitens do indicador que tiveram aumento de preços no período.

- Continua após a publicidade -

“Qualitativamente, o IPCA não é muito diferente dos últimos resultados. Serviços ainda resiliente enquanto alimentação e bens industriais puxam livres pra baixo. A médio prazo, inflação segue na trajetória de desinfecção gradual, mas resistência dos serviços ainda merece atenção dado que demais grupos são voláteis e podem voltar a pressionar”, explica Lopes, do BV.

Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 0,12%, a 141.618,29 pontos, com giro de R$ 18,5 bilhões. “Tivemos um dia com o mercado de lado. O volume está fraco. Acredito que está todo mundo esperando um esclarecimento sobre o que de fato vai acontecer com o Bolsonaro para termos a clareza do que os Estados Unidos podem fazer”, diz Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos.

Às 11h12, o Ibovespa subia 0,94%, aos 142.942,23 pontos, ante alta de 1,01%, na máxima a 143.048,11 pontos, depois de iniciar a sessão na mínima em 141.611,77 pontos, com variação zero.

(Com informações da Agência Estadão, Por Maria Regina Silva).

Leia Mais

Milhas: cartão capixaba lidera ranking nacional; confira
Expo Modal: a vitrine para o novo hub...
Rosane Santos: ESG ajuda as organizações a terem...
Petróleo cai 17% em maio com perspectiva de...
Ibovespa cai por cautela política e NY fraca
Ibovespa cai com incertezas externas e políticas no...
Conflito no Oriente Médio: petróleo, inflação e incerteza
Ato bolsonarista no Rio tem público estimado de...
Ex-procurador do INSS diz que teve medo de...
Ouro sobe 1,14% após acordo preliminar entre EUA...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -