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Hub de pedras naturais do Brasil mira ultraluxo de Abu Dhabi

Estrutura deve aproximar clientes premium, facilitando exportações de pedras naturais para mansões e projetos exclusivos nos Emirados Árabes

Por Amanda Amaral 

O Brasil dará um passo estratégico para ampliar a presença das pedras naturais no mercado de alto luxo do Oriente Médio. O Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) – com sede em Vitória, articula a criação de um hub em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, que funcionará como uma espécie de “shopping” das luxuosas rochas brasileiras.

O projeto prevê a constituição de uma empresa com sede no Brasil e subsidiária nos Emirados Árabes Unidos, responsável por gerir o espaço e oferecer estrutura compartilhada aos empreendimentos participantes. Em busca de soluções para alguns obstáculos, entre eles, a logística, representantes do Centrorochas e do porto de Abu Dhabi assinam, em novembro deste ano no país, um memorando de entendido.

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“É muito mais para mostrar um acordo de cooperação, demonstrando interesse das duas partes em empenhar esforços e energia para que esse clube de empresas brasileiras aconteça e dê certo”, explica Cruz. As tratativas para criação do hub avançaram após o anúncio da MSC – companhia líder global no transporte de contêineres, da criação de uma rota marítima entre o Rio de Janeiro ao Abu Dhabi.

Ultraluxo

Nos últimos cinco anos, o Centro Rochas intensificou suas ações no Oriente Médio, especialmente nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de compreender melhor o potencial do mercado para as pedras naturais brasileiras, conforme explicou o vice-presidente do Centrorochas, Fábio Cruz.

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Em parceria com a ApexBrasil e a Euromonitor, foi realizado um estudo detalhado de mercado, que mapeou empresas importadoras e identificou perfis e demandas específicas da região. Além disso, a entidade promoveu eventos, visitas técnicas e reuniões com arquitetos, designers, construtoras e incorporadoras locais.

A partir dessas iniciativas, foi possível perceber que o mercado do Oriente Médio possui características distintas de outros destinos tradicionais das exportações brasileiras. O foco inicial, voltado para grandes projetos comerciais e obras públicas, revelou-se pouco competitivo, com preços muito baixos para serem batidos frente à China e a Índia, além da questão da distância e o frete.

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“Quando começamos a direcionar mais para o segmento residencial de altíssimo luxo, descobrimos que o Brasil é imbatível quando se trata de exclusividade e beleza das pedras naturais. O público de alto padrão no Oriente Médio quer materiais únicos, e é exatamente isso que o Brasil oferece”, explicou o diretor.

Para Cruz, o hub será o marco de uma nova fase para o design e a arquitetura brasileira no exterior: “Estamos construindo uma ponte entre o Brasil e o luxo do Oriente Médio. Esse projeto consolida o país como fornecedor premium para um dos mercados mais sofisticados do mundo”.

Incorporadoras

A perspectiva do mercado aguardada pelo Centrorochas veio da incorporadora Alpago Properties. Cruz conheceu projetos em andamento como mansões com padrão ultraluxo, que vão da arquitetura à manutenção pós-entrega. A empresa turca atua entregando mansões turnkey – totalmente finalizadas e prontas para morar, com assinatura de design internacional, como o renomado escritório Pininfarina.

Hub de pedras naturais do Brasil mira ultraluxo de Abu Dhabi
Fábio Cruz é vice-presidente da Centrorochas. Foto: NXTE/ES Brasil

Um dos projetos atualmente em construção, uma mansão de 6.000 metros quadrados na icônica Palm Jumeirah, será revestido com ampla aplicação de pedra natural, incluindo colunas e detalhes arquitetônicos sofisticados. No entanto, a incorporadora tem enfrentado dificuldades para encontrar materiais com o padrão de qualidade exigido por seus clientes bilionários. “É com esse nicho que a gente pretende atuar. Só que para este segmento, precisamos manter um estoque lá (Oriente Médio), porque estes clientes não vão esperar tanto tempo para receber o produto. Por isso, a necessidade de termos um hub logístico na região”, pontua Cruz.

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