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quarta-feira, 12 junho, 2024

Guerra não afetará abastecimento de combustível no país

É o que garantiu o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante entrevista coletiva. Contudo, preço do barril do petróleo já regista alta de 6,4%.

Por Cristiano Stefenoni

A guerra no Oriente Médio envolvendo Israel e o Hamas tem deixado quem depende de combustível preocupado. Isso porque os problemas que afetam o fornecimento e o valor do petróleo lá impactam na bomba do posto aqui. Mas o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, garantiu que não haverá desabastecimento no Brasil. A informação foi dada nesta quarta-feira (18) em entrevista coletiva.

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Ele explicou que, pelo fato de Israel não ser produtora de petróleo, há uma certa segurança em não haver um desabastecimento, mas que a situação ainda inspira atenção. “Isso, na questão energética, nos dá, não conforto, mas certa estabilidade de que os reflexos não são reflexos diretos, mas indiretos. Esse conflito não deixa de criar um clima de depressão econômica em consequência da insegurança que cria, em especial naquela região, mas também se estendendo por toda Europa”, ressaltou.

Por outro lado, na prática, o preço do barril do petróleo já regista alta de 6,4%, na comparação com a quarta-feira passada, sendo negociado a US$ 91,28. Vale lembrar que desde maio deste ano a Petrobras tem adotado outra política de preços, onde não se leva mais em conta a variação do preço do barril, mas o intervalo entre o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro.

No entanto, um provável desabastecimento poderia, sim, refletir nos preços. Como o Brasil ainda precisa importar combustível e os preços são definidos via cotação internacional, caso esse percentual abaixe muito e torne a negociação do barril desinteressante para os produtores, o abastecimento é segurado para que a escassez no mercado force a alta de preços novamente.

“A Petrobras tem tido toda a responsabilidade na questão do suprimento de combustível no Brasil. Inclusive, essa responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia, de manter qualidade de produto e garantia de suprimento”, enfatizou o ministro.

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