Ameaça de paralisação dos caminhoneiros, feita para esta quinta-feira (04), não vingou, e no Espírito Santo não houve nenhum registro de bloqueio nas estradas
Por Kikina Sessa
A convocação para a greve nacional dos caminhoneiros, feita nos últimos dias por meio de redes sociais e grupos de mensagens, sob a liderança da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), não mobilizou a categoria. O presidente da entidade, conhecido como Chicão Caminhoneiro, esteve na terça-feira (2) em Brasília para protocolar na Presidência da República uma pauta de reivindicações com o anúncio da mobilização nacional.
Na ocasião, o caminhoneiro foi acompanhado do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Sebastião Coelho, pré-candidato ao Senado pelo Distrito Federal pelo partido Novo.
No entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou não ter recebido qualquer tipo de comunicação formal sobre paralisações nas vias do país na manhã desta quinta-feira (4), incluindo o Espírito Santo.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Chicão pediu aos participantes da paralisação que houvesse “respeito às leis”. “Não podemos impedir o direito de ir e vir das pessoas, temos que respeitar toda a legislação que é imposta à categoria no sentido de permitir o livre trânsito das pessoas”, afirmou.
Diferentes entidades que representam a categoria manifestaram-se contrários à ideia em razão de uma alegada partidarização da pauta. Na terça-feira (02), outra entidade, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne nove federações e 104 sindicatos, afirmou não ter conhecimento sobre o movimento.

