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Gás natural: expectativas do setor após privatização

Com a abertura do mercado de gás natural, o setor industrial espera mais competividade, novos negócios e o fomento a sustentabilidade

Por Amanda Amaral

A Companhia de Gás do Estado do Espírito Santo (ES Gás) – companhia de distribuição de gás natural, foi vendida no dia 31 de março para a Energisa S.A., de Minas Gerais. Com a privatização, o setor industrial do Estado espera mais competividade no mercado com a atração de novos negócios, além do incentivo a uma produção mais sustentável.

A ES Gás foi vendida por R$ 1,403 bilhão, com ágio de 7,28%, após leilão na B3, em São Paulo. O Governo do Espírito Santo detinha 51% das ações da companhia e a Vibra (Governo Federal), 49%. Ambos, venderam 100% dos ativos. Com a aquisição, a Energisa, que atua no setor elétrico, estreia em um novo mercado, o de gás natural.

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A Federação das Indústrias no Espírito Santo (Findes) acredita que o Espírito Santo conseguirá avançar de forma mais acelerada na melhoria da infraestrutura do gás, atrair investimentos, ampliar a competitividade da indústria, fortalecer o ambiente de negócios e, consequentemente, gerar mais crescimento socioeconômico e desenvolvimento.

“Além de criar essas inúmeras oportunidades, o gás natural é uma matriz energética de transição rumo à energia limpa, ou seja, o estímulo à utilização dessa fonte é uma forma de incentivar uma produção mais sustentável”, ressalta o posicionamento oficial da entidade.

O Espírito Santo hoje é o 5º maior produtor de gás natural do Brasil, está atrás do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas e Maranhão. A Findes destaca que o estado capixaba conta com gasodutos e importantes plantas de processamento, mas ainda esbarra no elevado custo dessa fonte energética.

Após a privatização, expectativa da Federação é que a malha de gasodutos e a oferta do gás no Espírito Santo seja ampliada, qualificada e ofereça custos menores para os consumidores residenciais, comerciais e industriais.

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gás natural
Cris Samorini, presidente da Findes, comenta sobre a venda da ES Gás. Foto: Divulgação/Findes

A presidente da Findes, Cris Samorini, após o leilão, salientou que o Espírito Santo conseguirá avançar de forma mais acelerada na melhoria da infraestrutura do setor, atrair investimentos, ampliar a competitividade da indústria, fortalecer o ambiente de negócios e, consequentemente, gerar mais crescimento socioeconômico e desenvolvimento. “Além de criar essas inúmeras oportunidades, o gás natural é uma matriz energética de transição rumo à energia limpa, ou seja, o estímulo à utilização dessa fonte é uma forma de incentivar uma produção mais sustentável”, disse.

O presidente emérito da Findes, Léo de Castro, representou a Federação na cerimônia realizada na B3 e frisou na ocasião que mesmo o Espírito Santo sendo um dos principais produtores de gás, ainda esbarra no elevado custo dessa fonte energética. Ele destacou também as oportunidades que se abrem com a chegada da nova companhia. “A Energisa até então não atuava no mercado de gás. Com a entrada dela pelo Espírito Santo, sua base passará a ser no Estado. Isso é muito bom porque pode impulsionar ainda outros investimentos”, pontuou.

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Mais competição para o mercado de gás

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