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quarta-feira, 22 maio, 2024

Aumento de 290% na produção de gás natural em terra no Espírito Santo até 2028

Projeção consta na 7ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural

Por Kikina Sessa

Nos próximos cinco anos a produção onshore (em terra) de petróleo e gás natural vai ter um crescimento maior do que a offshore (no mar) no Espírito Santo. Dados da 7ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo, apresentados hoje (22) pela Federação das Indústrias (Findes), apontam um aumento de 290% na produção de gás natural em terras capixabas até 2028, atingindo a marca de 470,5 mil metros cúbicos por dia em 2028.

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Enquanto a produção onshore deve ter um aumento médio anual de 12,8%, a produção offshore deve crescer 4,6% ao ano, chegando em 2028 com 5 milhões de metros cúbicos por dia.

O aumento na produção de petróleo onshore também será maior que o do offshore. A previsão é de um aumento de 78,6%, entre 2024 e 2028, chegando a 15 mil barris de petróleo por dia em 2028. Já no offshore, o aumento médio anual deve ser de 4,8%, cerca de 26,6% nos próximos cinco anos, atingindo 203,4 mil barris de petróleo por dia em 2028.

A expansão produtiva do gás vem ao encontro da mudança da matriz energética do país, rumo a uma energia mais limpa, uma vez que o gás será fundamental nessa transição para combustíveis mais sustentáveis, afirmou a presidente da Findes, Cris Samorini.

A expectativa é de que até 2028 sejam realizados 12 projetos na área de petróleo e gás natural no Espírito Santo, envolvendo principalmente quatro empresas. Juntos, totalizam R$ 36,9 bilhões.

As empresas e projetos em destaque são PRIO (Campo de Wahoo); Seacrest (expansão nos polos Cricaré e Norte Capixaba); BW Energy (revitalização do campo de Golfinho e Camarupim); Petrobras (Integrado do Parque das Baleias), que prevê instalar o FPSO Maria Quitéria, primeira plataforma elétrica do Brasil, em 2025.

O maior projeto é o da Petrobras. Os investimentos em exploração e produção, com destaque para o início da produção do FPSO Maria Quitéria, além da área de refino, comercialização, gás e energia nos municípios de Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy, devem totalizar R$ 25,1 bilhões até 2028.

Retomada

A presidente da Findes destacou que o ano de 2023 marcou a retomada do crescimento da produção de petróleo e gás que, desde 2016, vinha apresentando declínio. “No ano passado, o Espírito Santo produziu 23% a mais de petróleo do que em 2022. Já com relação ao gás natural, o incremento foi de 22,5%”.

Terceiro maior produtor do país de petróleo e o quinto de gás natural, a cadeia produtiva do setor no Espírito Santo conta com 565 empresas e representa 25,5% da indústria capixaba.

Governador do Estado, Renato Casagrande frisou a importância de aproveitar os recursos do petróleo para investir na transição energética. Nesse sentido, lembrou dos projetos que o Estado tem, como o Fundo Soberano, com R$ 1,6 bilhão destinado à inovação, responsabilidade social e energia renovável, além do programa Reflorestar.

Em sua 7ª edição, o Anuário reúne os mais importantes dados e variáveis de análises do setor para o Estado. O trabalho foi realizado pelo Observatório da Indústria da Findes, em parceria com o Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE); o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP); a Organização Nacional da Indústria de Petróleo e Gás (Onip); e a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip).

Aumento de 290% na produção de gás natural em terra no Espírito Santo até 2028
Lançamento da 7ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Palácio Anchieta, em Vitória – Foto: Divulgação

Dados e impactos da indústria óleo e gás para o ES

Arrecadação de royalties e participações especiais em 2023: R$ 2,3 bilhões.

Empresas da cadeia produtiva do setor: 565 (7% a mais do que o registrado no último anuário).

Mercado de trabalho:
11,2 mil empregos formais

Produção de petróleo:
169,7 mil barris por dia (23% a mais do que em 2022)
3ª colocação no país

Produção de gás natural:
4,2 milhões de metros cúbicos dia (22,5% a mais do que em 2022)
5ª colocação no país

Fonte: ANP, RAIS e MDIC | Elaboração: Observatório da Indústria da Findes

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