A unidade tem capacidade de produzir 30 mil toneladas de papel higiênico por ano e recebeu R$ 650 milhões em investimento de créditos de ICMS retido
Por Kikina Sessa
Começou nesta quinta-feira (04) a produção de papel tissue na nova fábrica que a Suzano instalou no município de Aracruz, ao lado da sua unidade produtora de celulose. Com investimento de R$ 650 milhões, a unidade consolida o Espírito Santo como polo estratégico de bens de consumo da companhia, que passa a contar com duas fábricas no estado, já que existe uma em Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em março de 2021. O projeto também fortalece a proximidade das marcas da Suzano com os consumidores do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
A unidade conta com uma máquina de papel tissue, com capacidade para produzir 60 mil toneladas anuais, além de dois equipamentos de conversão, que permitirão a fabricação de 30 mil toneladas de papéis higiênicos por ano. Entre as marcas que serão produzidas estão Neve Folha Dupla e Tripla, Mimmo e Max Pure.
Com tecnologia italiana pioneira, desenvolvida pela Sorgato, a nova fábrica passará a captar o pó gerado durante a produção de tissue, reforçando o compromisso da companhia com práticas sustentáveis e inovadoras na gestão ambiental e auxiliando na meta de zero resíduo em suas operações. Essa solução tecnológica é inédita no grupo Suzano e vai contribuir significativamente para a melhoria da qualidade do ar no ambiente fabril, promovendo mais saúde e bem-estar aos colaboradores.
Além disso, a localização estratégica permitirá abastecer com bobinas de tissue a unidade de Cachoeiro de Itapemirim, antes atendida pela planta de Mucuri (BA), reduzindo custos logísticos, emissões atmosféricas e o fluxo de transporte em longas distâncias percorridas.
“A nova unidade em Aracruz, a sétima fábrica de Bens de Consumo da companhia, demonstra o foco da Suzano em continuar investindo, de forma consistente, na ampliação de sua presença no mercado brasileiro. Estamos atentos às mudanças no hábito de consumo da população e às oportunidades que temos de proporcionar ainda mais qualidade e eficiência no atendimento aos nossos clientes”, destaca Luís Bueno, vice-presidente executivo de Bens de Consumo e Relações Corporativas da Suzano.
O investimento na nova fábrica de Aracruz foi viabilizado por meio do aproveitamento de créditos de ICMS de exportações retidos pela Suzano, medida aprovada pelo governo do Estado do Espírito Santo.
“Trata-se de um investimento viabilizado pelo governo como forma de buscarmos a verticalização no arranjo produtivo da silvicultura, gerando emprego de mais qualidade e melhor remuneração para os trabalhadores”, afirma Ricardo Ferraço, vice-governador do Espírito Santo.
Impacto social e econômico no Espírito Santo
A construção da fábrica gerou cerca de 660 postos de trabalho temporários e, para a operação, foram realizadas 214 contratações diretas e indiretas, das quais 73% são de profissionais capixabas e 48% de comunidades locais. Em parceria com o Senai de Aracruz, a Suzano promoveu 1.496 horas de capacitação técnica e prática para 46 profissionais.
Com a entrada em operação da nova unidade, a empresa conclui um ciclo de investimentos de mais de R$ 1,1 bilhão no Espírito Santo, que incluiu também a substituição da Caldeira de Biomassa do parque industrial de Aracruz, passando a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
“É um novo capítulo na nossa história com Aracruz. Há quase 50 anos produzimos celulose no estado e agora estamos ampliando nossa capacidade operacional. A unidade garante produção de alta qualidade, fortalece a logística entre nossas plantas e nos permite entregar nossos produtos com mais rapidez e consistência aos clientes”, afirma Claudinei Matos, Diretor de Operações Industriais de Bens de Consumo da Suzano.
Com a nova manufatura em Aracruz, a Suzano reforça sua proximidade com o consumidor final ao garantir produtos de alta qualidade, maior disponibilidade e rapidez na entrega. A expansão consolida a estratégia da companhia de transformar a celulose em soluções que chegam diretamente às mãos das pessoas, elevando sua capacidade instalada em papel tissue para 340 mil toneladas anuais e gerando ainda mais valor ao dia a dia dos consumidores.

