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Espírito Santo confirma primeiro caso de Mpox em 2026

Conheça os sintomas do Mpox , tratamento e prevenção após novo registro da infecção viral; Ministério da Saúde monitora situação nacional

Por Thamiris Guidoni

O Espírito Santo confirmou o primeiro caso de Mpox de 2026. De acordo com a Secretaria da Saúde (Sesa), até a Semana Epidemiológica 06 foram notificados 15 casos no Estado. Desses, 13 foram descartados, um foi confirmado no município de Colatina e outro segue em investigação. O painel estadual de monitoramento passa por instabilidades, segundo a pasta.

Mais informações e atualizações podem ser consultadas no site oficial da Sesa.

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O cenário capixaba acompanha o monitoramento nacional da doença. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e repercutidos pela Agência Brasil, o país registra atualmente 88 casos confirmados de Mpox. A maior parte está concentrada em São Paulo, com 62 registros desde janeiro. Também há confirmações no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1).

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Apesar da circulação do vírus, os quadros clínicos predominantes são leves a moderados e não há registro de óbitos neste ano. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.079 casos e duas mortes.

O que é a Mpox

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e tem como principal sintoma a erupção cutânea, que pode se manifestar como bolhas ou feridas na pele. As lesões costumam durar de duas a quatro semanas e podem ser acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos.

A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com pessoa infectada, incluindo contato pele a pele, beijo, relação sexual vaginal ou anal, além de contato boca a pele, como no sexo oral. Também pode ocorrer por gotículas respiratórias de curto alcance, ao falar ou respirar muito próximo, e pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios.

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O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas — varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Diagnóstico e tratamento

Ao apresentar sintomas suspeitos, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realização de exame laboratorial, única forma de confirmação da doença. O diagnóstico deve considerar ainda outras enfermidades que causam lesões na pele, como varicela, herpes, sífilis e infecções bacterianas.

Não há medicamento específico aprovado para Mpox. O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de possíveis sequelas. A maioria dos pacientes evolui com quadros leves ou moderados e se recupera sem necessidade de internação.

Em situações mais graves, podem ocorrer complicações como infecções bacterianas secundárias, pneumonia, encefalite, miocardite e problemas oculares. Recém-nascidos, crianças pequenas e pessoas com imunodepressão apresentam maior risco de evolução desfavorável.

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Como se prevenir

A principal medida de prevenção é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Quando o contato for inevitável, recomenda-se o uso de luvas, máscara, avental e proteção ocular.

Também é fundamental manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel, especialmente após contato com roupas, lençóis, toalhas ou superfícies possivelmente contaminadas. O Ministério da Saúde orienta lavar objetos pessoais com água morna e detergente, além de limpar e desinfetar superfícies e descartar adequadamente resíduos como curativos.

As autoridades de saúde seguem monitorando os casos no Estado e reforçam que, diante de sintomas suspeitos, a população deve procurar atendimento para avaliação e testagem.

Com informações da Agência Brasil

 

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