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ESG = ES Governance

Pode-se afirmar que ESG pode, sim, ser lido também como “ES Governance”, a governança ao modo capixaba

Por Robson Melo

ESG e Sustentabilidade são dois “verbetes” que se tornaram obrigatórios no mundo empresarial. Respondendo aos anseios da sociedade, as empresas os têm incorporado na forma de fazer e na gestão de seus negócios.

A sustentabilidade recomenda que se produza para satisfazer as gerações atuais sem prejudicar as gerações futuras; também demanda um equilíbrio dinâmico entre as dimensões ambiental, social e econômica, de forma que um eventual peso maior em uma dimensão seja logo compensado nas outras.

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ESG (Environment – Social – Governance) traz uma forte recomendação de que, sem uma boa governança, especialmente financeira, as gestões podem fracassar devido à falta de transparência. Tal governança abrange as “partes interessadas”, além do acionista.

Somando os “verbetes”, diria que é necessário olhar para o futuro, preservar os fundamentos do empreendimento e seus propósitos, atento para que os recursos não se esgotem em poucas gerações e que os resultados conhecidos sejam compartilhados, sem esperar pelo “bolo pronto”.

Assim, a redução das desigualdades, a promoção da inclusão, o respeito à diversidade, o lucro social, a responsabilidade fiscal, a atenção ao meio ambiente, o respeito pelo nativo e sua terra, e a cidadania corporativa tornam-se valores básicos das políticas, sejam elas públicas ou empresariais. Ambas precisam apresentar resultados que vão além do econômico-financeiro. De que adianta ser uma ilha de prosperidade para alguns, sem incluir o seu entorno, promovendo nele o bem-estar geral, social, ambiental e econômico?

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Foi o que se viu em agosto último, durante o CONEF 2024, Congresso Nacional dos Executivos de Finanças, realizado em Vitória. Pudemos nos alegrar e ter esperança de que sim, “we can” por um outro mundo possível, com menos Estado e mais progressividade nas políticas sociais, e com a indispensável participação das demais forças da sociedade.

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Nas palavras do idealizador da sigla ESG, Paul Clements, “vemos o Espírito Santo como um exemplo de estado sustentável no mundo. É fantástico! Dados qualificados são o novo ouro. O que os atores do Espírito Santo estão fazendo é incrível, através de iniciativas públicas e privadas. O Espírito Santo é a pérola do Atlântico”.

ESG = ES Governance
O empresário Paul Clements na sua apresentação no CONEF 2024, Congresso Nacional dos Executivos de Finanças, realizado em Vitória – Foto: Divulgação

“O papel responsável das instituições é o de unir forças, promover e ampliar o bom debate e também se posicionar, quando necessário, para ajudar o poder público a dar passos à frente, contribuindo na construção de um ambiente social e econômico promissor”, avalia Pedro Chieppe, presidente do IBEF-ES, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, aqui em terras capixabas.

 

Já para o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, à frente do estado brasileiro cujas “contas estão no azul” — isto é, priorizando o equilíbrio nas contas públicas — o Estado vem realizando investimentos importantes em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura. “Uma boa gestão fiscal é essencial para assegurar a sustentabilidade financeira, promover o desenvolvimento econômico e social, e evitar problemas como o endividamento excessivo.”

Pode-se afirmar, portanto, que ESG pode, sim, ser lido também como “ES Governance”, a governança ao modo capixaba.

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Robson Melo é Presidente da Fundaes, a Federação do Terceiro Setor Capixaba

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