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André Prando fala sobre álbum Iririu: “uma nova maturidade”

Músico descreve evolução artística alcançada em seu terceiro álbum de estúdio

Por Mariah Friedrich

André Prando é o entrevistado do site ES Brasil para falar sobre seu terceiro álbum de estúdio, “Iririu”, que reúne onze faixas inéditas, com elementos de diversos gêneros, como reggae, rock, MPB tradicional e salsa. O cantor e compositor reconhece a evolução no trabalho artístico alcançada após dez anos de carreira. “Uma nova maturidade”, descreve. 

O músico se orgulha de ter construído uma obra sólida ao longo de uma década de trabalho como artista independente e busca fazer o novo trabalho alcançar mais palcos e públicos. “Não tive a sorte ou privilégio de atalhos, tudo foi construção, é difícil, mas ao mesmo tempo vai trazendo uma certa confiança”, reflete Prando.

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Confira entrevista completa:

O nome escolhido para o disco é inspirado na misteriosa expressão capixaba “Iririu”, usada como cumprimento e com a qual teve contato no convívio com outros artistas e estudantes durante a época em que cursou a faculdade de música na Universidade Federal do Espírito Santo.

“Quando eu fui desenvolvendo meu trabalho como artista, acabou sendo uma palavra presente também nos meus shows como uma vibração, um agradecimento, as pessoas começaram a entregar de volta”, relembra o músico.

Prando define o próprio estilo musical como MPB, traduzido tanto como Música Popular Brasileira, como Música Psicodélica Brasileira, destacando a influência da cultura psicodélica na sua produção e na obra de artistas expoentes do gênero desde a década de 1970. 

“Caetano, Alceu Valença, Milton Nascimento, Gil, Sérgio Sampaio, foram fortemente influenciados pela cultura hippie que estava fervendo no mundo e o rock e a cultura hippie eram o pop da época”, comenta sobre as referências da sua construção como músico.

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Em Iririu, o cantor contou com a participação de dois nomes da nova cena musical brasileira, Chico Chico, que divide os vocais na versão de “Nuvem Passageira”, música de 1977 composta pelo gaúcho Hermes Aquino, e Juliana Linhares, no single autoral “Zum Zum Zum”. Ele descreve a parceria com a cantora e compositora natalense como uma união de referências.

“Expliquei que era um baião que tinha tudo a ver com a identidade dela como artista e como pessoa e casou perfeitamente, é um feat que realmente conecta dois artistas”, compartilha o cantor.

Após passar por grandes festivais como o Festival do Sol e Mada (Natal – RN), Psicodália (Rufino – SC), Morrostock (Sapiranga – RS), Se Rasgum (Belém – PA), Feira Noise (Feira de Santana – BA) e Rock in Rio nos últimos anos, André Prando espera manter essa conexão nos shows de “Iririu”, lançado no palco do Festival TendaLab, na Ufes, em julho deste ano.

André Prando anunciou que tem duas apresentações confirmadas ainda em 2024, com datas a serem divulgadas em breve, e esperar retornar aos grandes palcos pelo Brasil com suas novas composições.

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