Autoridades de saúde afirmam que a doença não será uma nova Covid-19, mas todos alertam para o avanço dos casos
Por Redação
Enquanto alguns países africanos enfrentam surtos persistentes de Mpox, a doença também registra números significativos em outras regiões do mundo. No Brasil, em 2024, foram notificados 709 casos, dos quais oito ocorreram no Espírito Santo, com 577 ainda sob investigação no estado. Segundo o Ministério da Saúde, o último óbito relacionado à doença foi registrado em abril de 2023.
O panorama global, segundo o último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em 12 de agosto deste ano, contabiliza 99.176 casos confirmados e 208 mortes de janeiro de 2022 até 30 de junho de 2024. Durante esse período, o vírus foi reportado em 116 países, incluindo o Brasil, que registrou 11.212 casos e 16 óbitos.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou na última semana que o Brasil está no nível 1 de emergência para Mpox, o que, segundo ela, é um alerta, mas não motivo para pânico. A OMS também apontou que surtos vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década, com infecções em crescimento sustentado.
Hans Kluge, diretor regional da OMS na Europa, em coletiva de imprensa, afirmou que, independentemente da estirpe do vírus, a Mpox não é a nova Covid-19. “Sabemos como controlar sua propagação. Podemos e devemos combater o Mpox juntos”, afirmou.
Saiba Mais sobre a Mpox
Segundo o Ministério da Saúde, a Mpox, causada pelo vírus Monkeypox, pode ser transmitida entre pessoas por contato direto ou através de superfícies contaminadas. Nas regiões onde o vírus circula entre animais selvagens, há risco de transmissão para humanos.
A pasta federal afirma ainda que os sintomas mais comuns incluem erupções na pele, febre, dores de cabeça e musculares, além de gânglios inchados. A doença, na maioria dos casos, é leve, mas pode levar a complicações graves, especialmente em recém-nascidos, crianças, pessoas imunodeprimidas e profissionais de saúde.
* A versão original desta matéria mencionava 48 casos confirmados de Mpox em 2024 no Espírito Santo, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde. No entanto, nesta sexta-feira (24), a pasta esclareceu que houve um erro na informação inicial, corrigindo o número real para oito casos confirmados após a análise de 48 amostras. Tanto o título quanto o texto foram ajustados.

