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ES possui maior retroárea de portos secos do país

Os portos secos no ES juntos possuem mais de 1,5 mil metros quadrados de área de armazenagem

Por Amanda Amaral 

Dentre os 57 portos secos ou Estações Aduaneiras Internas (EADIs) em atividade no país, os três localizados no Espírito Santo correspondem a 15% do total da área alfandegada no Brasil. Desta forma, a retroárea no Espírito Santo é a maior em área contígua entre as unidades federativas.

As informações são da Associação das Empresas Permissionárias de Recintos Alfandegados (Apra), e foram repassadas pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex).

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Capacidade 

Em números, no Espírito Santo os dry ports – sigla em inglês para portos secos, representam 1.597.000 metros quadrados de área para armazenagem e 1.365.400 metros quadrados de área alfandegada.

Na armazenagem de paletes em regime aduaneiro e por tipo de negócio (carga geral, químicos perigosos, fármacos, cosméticos), os portos secos do Estado possuem 74.054 posições. Em armazéns gerais, são 15.600 posições. Para veículos e máquinas em pátio aduaneiro, 43.700.

Vocação logística

Os dry ports capixabas estão a 10 quilômetros do aeroporto da capital Vitória e a 24 quilômetros do complexo portuário. Para empresas que operam no comércio exterior, quanto mais alternativas para movimentar o setor, melhor, por isso as EADI’s podem ser aliadas de quem opera com importação e exportação.

ES possui maior retroárea de portos secos do país
Para os empresários, o Espírito Santo possui vocação logística. Foto: Divulgação/Codesa

Paulo Alves, diretor executivo da empresa associada TERCA – Zilli Armazéns Gerais, ressalta que o Espírito Santo se sobressai frente aos demais estados nesse segmento. “O Estado tem vocação para logística, com significativa retroárea para veículos, máquinas, grandes projetos e cargas de armazém. Além disso, tem boa gestão fiscal e benefícios como o Compete, Invest e o Fundap”, pontuou ao lembrar, ainda, a localização geográfica privilegiada.

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Alves também reforça que os portos secos apresentam o diferencial de entender a demanda e desenhar projetos personalizados para atender às expectativas dos clientes nos serviços de armazenagem e movimentação de carga.

Regimes aduaneiros

Por conta disso, há regimes aduaneiros específicos para as estações, que prestam serviços de movimentação, desembaraço, entrepostagem, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem importadas ou que serão exportadas.

Para Nivaldo Tuba, CEO do Grupo GDL, agilidade, localização em áreas de alta demanda e qualidade na prestação de serviços de logística aduaneira estão entre os principais diferenciais dos portos secos.

“Os recintos de zona secundária complementam a logística de comércio exterior, que disponibilizam uma das melhores infraestruturas operacionais do Brasil”, disse.

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Com informações do Sindiex.  

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