Com taxa abaixo de 7%, Estado tem o melhor desempenho do Sudeste e supera a média nacional de índice de desconforto econômico
Por Amanda Amaral
O Espírito Santo atingiu seu menor Índice de Desconforto Econômico em 2025, registrando menos de 7%. Foi a melhor classificação do Sudeste, chegando próximo de Curitiba (6,1%) e Florianópolis (6,6%), menores percentuais do indicador. É o menor patamar registrado no Estado, que chegou ao seu máximo (19,3%) em 2016.
O Índice de Desconforto Econômico, elaborado pelo Santander, utiliza a Região da Grande Vitória como base estatística principal, mas os economistas do banco ressaltam que os dados refletem o cenário macroeconômico de todo o Espírito Santo. A série histórica no Estado teve início em 2015.
Os especialistas da pesquisa alegam que o desempenho reflete uma condição de pleno emprego e estabilidade econômica no Estado. Para o economista do Santander, Henrique Danyi, o índice aponta o Estado como um ambiente de baixa vulnerabilidade econômica e alta atratividade para novos negócios e financiamentos.
“A melhora no Espírito Santo foi a mais forte no Sudeste. Além da alta ocupação, o estado acompanhou a trajetória nacional de crescimento da renda real garantindo um suporte fundamental para o poder de compra das famílias e para o consumo regional o que demonstra a resiliência das cadeias produtivas capixabas”, afirmou.
Desemprego x inflação
Para a pesquisa, o objetivo é capturar simultaneamente a capacidade de pagamento relativa aos preços (inflação baixa) e a capacidade de manter-se empregado (desemprego baixo), de modo que quanto menor o resultado final, maior é a percepção de conforto econômico para a população.
O Espírito Santo apresentou resultado inferior ao do Brasil, já que os economistas do Santander projetam que a média nacional para o País tem a previsão de atingir sua mínima histórica de 9% durante o 1º semestre de 2026.

