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ES: Economista fala dos problemas da paridade entre dólar e euro

O capixaba Heldo Siqueira, integrante do Corecon-ES, comenta sobre a possível desvalorização de outras moedas frente ao dólar

Por Amanda Amaral

O dólar e o euro atingiram, nesta quarta-feira (13) a paridade, ou seja, as duas moedas têm o mesmo valor. Fato que não ocorre há 20 anos. Mas quais as consequências econômicas para o Brasil e o mundo caso a moeda americana continue a contribuir com a inflação em outros países?

O euro atingiu US$ 1,00 na terça-feira (12), registrando uma queda de cerca de 12% desde o início de 2022, depois de ter encerrado 2021 a US$ 1,137, segundo dados da Bloomberg consultados pela Efe.

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O mestre em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Heldo Siqueira, destacou o aumento da taxa de juros nos EUA como um dos fatores que contribuíram para a paridade entre as moedas.

Taxa de juros nos EUA

“Isso acontece porque o câmbio dos países tende a ser uma consequência dos fluxos de capital, e geralmente falamos de dólar, a moeda mais utilizada. Houve o aumento da taxa de juros nos EUA, que está com um problema inflacionário como o restante do mundo. Com isso, o fluxo de capital que está em outros países tende a voltar para os EUA, fazendo o câmbio aumentar”, explicou.

Integrante do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Heldo Siqueira ressaltou que o mesmo não ocorreu na Europa. “No caso do euro, não estamos falando de um país, mas de vários com realidades diferentes, mesmo assim, eles possuem um fluxo inflacionário. Mas lá, o Banco Central Europeu não fez o movimento de aumentar os juros. A inflação desvaloriza a moeda nacional e faz com que a moeda estrangeira se valorize”, analisou.

Inflação na Europa

ES: Economista fala dos problemas da paridade entre dólar e euro
O economista Heldo Siqueira destacou a alta dos juros nos EUA como fator da paridade com o euro. Foto: Arquivo pessoal

Atualmente, a inflação na Eurozona – os 19 países da União Europeia que utilizam a moeda em comum, atinge 8% no acumulado em 12 meses. Cabe salientar, que a Europa está lidando com as preocupações energéticas impulsionadas pela guerra na Ucrânia.

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“A Europa já possui uma balança comercial deficitária, se os seus produtos estão mais baratos, pode haver um movimento contrário, a depender da política econômica que adotarem, de exportar mais do que importar. Esse é um efeito possível”, disse o economista.

A alta dos juros foi adotada pelos EUA como medida para controle da inflação, uma das maiores desde a década de 60, segundo Heldo Siqueira, que pontuou que é uma característica do pais repassar a inflação aos demais em razão da influência do dólar, moeda de reserva cambial mais utilizada no mundo.

Desvalorização de outras moedas

“Outras moedas poderão se desvalorizar frente ao dólar. As projeções de crescimento no mundo devem diminuir justamente para controle do surto inflacionário causado pelo dólar. O câmbio brasileiro também desvalorizou nas últimas semanas. Por isso, que alguns produtos que importamos estão mais caros”, comenta.

O iene continua a se depreciar em relação ao dólar, com a moeda norte-americana sendoegociada a 137 ienes, nível não visto desde setembro de 1998, uma vez que a política monetária do banco central japonês se distancia da praticada pelo Federal Reserve dos Estados Unidos (FED, na sigla em inglês) e o Banco Central Europeu (BCE).

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Com informações da Agência Brasil. 

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