Linha férrea está abandonada desde 2017, e a ideia do Poder Público é torná-la um dos principais atrativos turísticos do Estado
Por Redação
A Estrada de Ferro Leopoldina (CEFL), inaugurada em 1872 e com 257 quilômetros de extensão, conectando 11 municípios capixabas, encontra-se abandonada desde 2017. Segundo a Secretaria do Turismo (Setur), o governo do Espírito Santo e as prefeituras locais estão em negociações para a devolução antecipada da concessão, atualmente sob responsabilidade da multinacional VLI Multimodal S/A.
Na última sexta-feira (23), os governos estadual e municipais avançaram nas discussões com representantes da via férrea, buscando revitalizar a ferrovia e transformá-la em um dos principais atrativos turísticos do Estado.
“A devolução da concessão da Ferrovia Leopoldina nos dá a oportunidade de resgatar uma parte importante da nossa história, ao mesmo tempo em que promovemos o desenvolvimento econômico e cultural das cidades envolvidas. Queremos que cada município se sinta parte desse processo e que juntos possamos transformar trechos da ferrovia em um dos maiores atrativos turísticos do Brasil, beneficiando não apenas a economia local, mas também preservando o patrimônio e a identidade da nossa região”, destacou o secretário de Estado do Turismo, Philipe Lemos.

Esta não é a primeira tentativa de revitalização. Em outubro de 2003, o Governo do Estado apresentou ao então Ministério dos Transportes um projeto da iniciativa privada para reativar o transporte de passageiros entre Argolas, em Vila Velha, e Vargem Alta. No entanto, a proposta não foi adiante devido à falta de ação do governo federal.
O projeto atual visa beneficiar diretamente as cidades de Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui, e Mimoso do Sul.
As ideias em pauta incluem:
- Ciclovia ou Trilha para Caminhada: Aproveitar a infraestrutura existente para passeios ciclísticos e trilhas, oferecendo um espaço seguro para atividades ao ar livre.
- Vagões Bistrô: Converter vagões inativos em estabelecimentos gastronômicos, promovendo a culinária local.
- Museus sobre Trilhos: Transformar vagões ou estações em museus, resgatando a história das cidades.
- Centros Culturais ou Casas do Turismo: Utilizar as estações desativadas como centros culturais e espaços para artesanato e apresentações artísticas.
- Mirantes: Criar mirantes para contemplação da natureza, atraindo turistas com vistas panorâmicas.
- Feiras e Mercados: Adaptar áreas desativadas para feiras e mercados, impulsionando a economia local.
- Parque Linear: Implantar parques lineares ao longo dos trilhos, promovendo convívio social e revitalização dos espaços.

