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quarta-feira, 17 DE julho DE 2024

ES: 2º maior alta industrial do Brasil em novembro

Após cinco meses consecutivos de queda, a alta industrial no Espírito Santo foi de 7,6% em novembro

Por Amanda Amaral

Após cinco meses consecutivos de queda, a indústria do Espírito Santo voltou a crescer. O Estado apresentou o segundo melhor desempenho do país, entre outubro e novembro de 2022, +7,6%. Contudo, nas demais bases de comparação, os resultados foram negativos para os capixabas.

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Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Produção Física Regional, divulgada, nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional no período foi -0,1%. Apesar da variação mensal negativa, a produção industrial cresceu em nove dos 15 locais pesquisados.

De acordo com o IBGE, o Espírito Santo também obteve a quarta maior influência no resultado nacional. O Estado vinha de cinco resultados negativos, com uma perda acumulada de 20,6%.

Indústria da Transformação

A gerente de estudos econômicos do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Silvia Varejão, explica: “Uma das razões que explicam o crescimento da indústria do ES foi o avanço de 4,6% na produção da indústria de transformação, com destaque para a fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que registrou elevação expressiva de 19,2%. Essa atividade segue beneficiada pela demanda externa aquecida, principalmente na China, e os aumentos sucessivos na cotação da fibra de eucalipto no mercado mundial”.

Silvia Varejão complementa: “As indústrias capixabas passaram por diversos desafios internos e externos no ano passado. Já para 2023, a retomada do crescimento sustentável da indústria tanto do país quanto do estado, dependerá da superação de alguns desafios, tais como a queda da atividade econômica mundial, o elevado patamar dos juros nacionais, e a definição de um arcabouço fiscal sustentável para o país”.

Demais estados

Entre outubro e novembro, a maior nota foi observada no Paraná (8,5%). Além do Espírito Santo (+7,6%), outros estados com crescimento da indústria em novembro foram Ceará (4,3%), Mato Grosso (3,8%), Bahia (3,5%), São Paulo (3,1%), Minas Gerais (2,2%), Santa Catarina (0,3%) e Amazonas (0,1%).

A maior queda no período foi observada no Pará (-5,2%). Também apresentaram perdas na variação mensal os estados de Pernambuco (-2%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Rio de Janeiro (-0,9%) e Goiás (-0,3%).

Novembro de 2021

Na comparação com novembro de 2021, dez locais apresentaram quedas, as mais significativas ocorreram no Pará (-16,5%), Espírito Santo (-12,2%) e Paraná (-9,8%).

Nessa comparação, no Estado a atividade de Indústria Extrativa (-21,3%) foi a que apresentou maior retração no período, seguida da Fabricação de produtos minerais não-metálicos (-21,3%), da Fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-10,9%), da Fabricação de produtos alimentícios (-0,4%) e por último a Metalurgia que se manteve estável (+0,0%).

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro de 2022, oito locais tiveram perdas. As maiores ocorreram no Pará (-8,9%) e Espírito Santo (-7,2%), que apresentou os piores resultados na Indústria Extrativa (-18,3%), na Fabricação de produtos minerais não-metálicos (-9,0%), na Fabricação de produtos alimentícios (-3,3%) e na Metalurgia (-1,6%). Enquanto isso, a Fabricação de celulose, papel e produtos de papel cresceu +8,4%.

alta industrial
Silvia Varejão, do Observatório da Indústria, destacou os resultados da indústria de transformação. Foto: Divulgação/Findes

Acumulado em 12 meses

No acumulado de 12 meses, a produção industrial teve recuos em nove dos 15 locais pesquisados. Novamente o Pará (-8,9%) e Espírito Santo (-6,7%) apresentaram os maiores recuos.

Com esse resultado, o Estado fica atrás de 13 Unidades Federativas (UFs). No período analisado, as atividades que contribuíram para a queda foram à Indústria Extrativa (-17,1%), a Fabricação de produtos minerais não-metálicos (-8,8%), a Fabricação de produtos alimentícios (-3,3%) e a Metalurgia (-1,2%). Em sentido oposto, a única atividade que apresentou resultado positivo foi a Fabricação de celulose, papel e produtos de papel (+8,0%).

Petróleo e gás

A Resenha de Conjuntura do Instituto Jones Santos Neves (IJSN) sobre a PIM de novembro explica que a Indústria Extrativa vem contribuindo com sucessivos resultados negativos, que afetam diretamente o resultado total da indústria, principalmente pela importância do setor na economia capixaba.

“Esses resultados estão diretamente relacionados às recorrentes quedas da produção de petróleo (-30,1%) e gás natural (-37,6%) no Espírito Santo, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Apesar do Espírito Santo ser o terceiro maior produtor de petróleo e gás natural entre os estados produtores, os nossos campos são maduros e encontram-se em declínio natural de produção, mesmo os campos do pré-sal”, conclui o texto.

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