“Encontro Mulheres do Amanhã” será realizado nesta semana

Foto: Divulgação / ArcelorMittal

O evento acontece no Teatro Universitário da Ufes. As inscrições estão abertas e são gratuitas

Com o intuito de reconhecer as mulheres capixabas que já deram o primeiro passo em busca de novas soluções para os desafios de suas comunidades, sociedade e setor privado será lançado o ‘Concurso Cultural Mulheres do Amanhã’, que vai premiar mulheres capixabas em quatro categorias.

O concurso visa a estimular o desenvolvimento de negócios, iniciativas, ações e projetos implantados pioneiramente no Espírito Santo, que tenham no mínimo 1 ano, e no máximo, 5 anos de existência, que transformem sócio ou ambientalmente o seu entorno, e que seja exclusivamente capitaneados por mulheres, residentes e domiciliadas no estado do Espírito Santo, e instituições também registradas no Espírito Santo.

Será lançado durante o ‘1º Encontro Mulheres do Amanhã’, a partir das 8h, no Teatro Universitário da Ufes, com palestra gratuita da professora Maria Flávia Bastos, com o tema “Educação e Empreendedorismo Social.”

As inscrições para o encontro encerram nesta terça-feira (23) pelo site http://tubarao.arcelormittal.com/premiomulher, onde também há todos os detalhes sobre o concurso, regulamento e ficha de inscrição.

A professora Maria Flavia Barros será a palestrante do evento. – Foto: Divulgação
Maria Flavia Bastos concedeu uma entrevista exclusiva à ES Brasil. Confira!

A palestrante Maria Flávia Bastos é professora, e autora do livro “Educação e Empreendedorismo Social: um encontro que transforma cidadãos”. Além disso, é finalista do prêmio Ethos-Valor Econômico sobre Responsabilidade Social das Empresas e Desenvolvimento Sustentável, e foi escolhida para desenvolver os treinamentos dos 12 mil não voluntários do setor de comidas e bebidas do maior evento de futebol do mundo em 2014.

Qual é o objetivo da sua palestra que será ministrada durante o Prêmio Mulheres do Amanhã?

A palestrante acredita que é importante falar sobre o papel da mulher na sociedade e as funções que ela desempenha. “Em um prêmio que fala sobre a mulher do futuro, acho importante falar dos espaços que nós temos na contemporaneidade, no trabalho e na sociedade, incluindo nossos desafios e dilemas e ainda, casos de mulheres empreendedoras no Brasil. A palestra inclui ainda dados muito interessantes sobre as conquistas femininas e os desafios que ainda temos”, disse Maria Flavia.

Como foi a experiência de desenvolver os treinamentos de 12 mil não voluntários do setor de comidas e bebidas do maior evento de futebol do mundo em 2014?

Encaro essa experiência uma espécie de presente da vida! Conhecer a fundo a maneira como atende ou ainda o jeito brasileiro de atender (que não é mesmo o jeitinho), foi sensacional! Foi um projeto de campo e de envolvimento com o povo brasileiro, seus gostos e desejos e, o principal, seu amor pelo futebol.

Com o avanço da tecnologia, acredita que a educação como conhecemos está com os dias contados?

Tenho andado bastante angustiada com o monte de necessidades – quase imposições – que surgiram recentemente no cenário da nossa educação. Palavras de ordem ditas como certezas absolutas têm me assustam: Precisamos inovar a educação! Precisamos de professores inovadores! Precisamos de salas de aulas inovadoras! Precisamos de empresas e profissionais inovadores! Mas, será mesmo? A inovação é para todos? Tudo o que há na educação está realmente errado? Eu acho que não! Aliás, Deus me livre do dia em que haja um mundo onde todos sejamos iguais! Todos e todas moldados por uma inovação heroica que, de tão exigida, se tornará compulsória. A educação é plena e pode ser vivida de todas as maneiras. O processo ensino-aprendizagem é dialogal e caminha por várias vertentes. É a diversidade que nos torna humanamente imperfeitos e lindos. É ela, talvez, a única chance que temos de (trans)formar nossos ambientes de educação em templos geradores de autoconhecimento e reflexões sobre nossa sociedade, nossa contemporaneidade, nossa complexidade.

Nos eventos que frequento (acadêmicos ou não), a palavra de ordem é mudar. Até porque mudar é necessário. A mudança dá sentido à continuidade e não é uma ideia contemporânea, nascemos com ela. Mas, a partir desse incômodo, muitas tentativas vão se desenhando e, com elas, descortinam-se desejos, debates e embates. E olha que tem muita gente bacana nessa peleja – de dentro e de fora das escolas, que vêm se organizando e prometendo revolução (ainda que de maneira mais discursiva que prática) no resgate da educação. E, com isso, vejo brotar uma arena de disputas por verdades, espaços e poder.

Vejo desarticulação e afastamento de grandes possibilidades de realização de projetos conjuntos, assisto às realizações isoladas, por vezes muito parecidas entre si, em subgrupos cada dia mais donos de si. Quem, afinal, tem razão? Não podemos mesmo caminhar juntos?

Em sua obra “Educação e Empreendedorismo Social: em encontro que transforma cidadãos” destaca bem o conceito do empreendedor social. Mas o que é necessário para ser um?

É preciso indignação em relação às desigualdades que vivemos no mundo e, a partir disso, protagonismo na idealização de respostas aos problemas que temos. E o Brasil tem respondido de maneira extraordinária com centenas de negócios sociais e historias de empreendedores sociais por todo país.

Quais iniciativas as empresas podem tomar na educação ou na responsabilidade social para que atuem de forma mais efetiva?

Para isso é preciso se envolver, não somente com os problemas das comunidades em que estão inseridos, mas ainda, envolvendo seus trabalhadores e as pessoas das comunidades. É preciso diálogo, entendimento, empatia e respeito.

Como os jovens de hoje podem colaborar para com mudanças positivas no mundo?

Eles já estão! A Geração Y é pioneira e campeã em resolução de problemas sociais, até porque, pensam de uma maneira menos hierárquica que muitos de outras gerações e seguem trabalhando, muito mais por suas causas e propósitos, do que por posições e poder. são mais coletivos e dinâmicos, prontos para verdadeiramente transformar.

Como unir, em um mesmo momento, alunos, professores e entidades do terceiro setor, a fim de atuarem juntas na mesma vertente?

Creio que as escolas seriam um ponto de encontro desses atores. Ela pode, por meio de projetos de extensão, unir e propor mudanças e projetos comuns.

O que é possível fazer para projetar a educação para o novo mundo?

Novamente e sempre, é preciso diálogo. Não dá mais para aceitarmos projetos, geralmente vindos de outros países, com realidades muito diferentes das nossas, sendo impostos nos espaços escolares como verdades absolutas. É preciso ouvir e dialogar e aí sim, criar novas possibilidades e metodologias para a escola do hoje e do amanhã.

 

I Encontro Mulheres do Amanhã
Data: 24 de abril (quarta-feira)
Horário: 8h30 às 11h30
Local: Teatro Universitário da Ufes
Inscrições gratuitas pelo site do http://tubarao.arcelormittal.com/premiomulher

‘Prêmio Mulheres do Amanhã’
Inscrições gratuitas dos projetos devem ser feitas de 25 de abril a 31 de maio pelo  http://tubarao.arcelormittal.com/premiomulher

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