Cresce a busca por estratégias robustas para restaurar sistemas e reduzir impactos de ataques e falhas em negócios digitais
Por Thamiris Guidoni
A dependência crescente da tecnologia nas operações empresariais tem levado organizações a fortalecer estratégias voltadas à recuperação de dados e sistemas. Falhas técnicas, ataques cibernéticos e até a indisponibilidade de servidores podem interromper atividades em poucos minutos, cenário que impulsiona a adoção de planos estruturados de Disaster Recovery (DR) para garantir a continuidade dos negócios.
Com processos cada vez mais digitalizados, a recuperação de sistemas deixou de ser apenas uma medida operacional e passou a ocupar posição estratégica. Uma única falha pode afetar simultaneamente áreas como vendas, atendimento ao cliente e logística, exigindo respostas rápidas e eficientes para restabelecer as operações.
Em entrevista à ES Brasil, Eduardo Glazar, CSO da Globalsys, conta que esse movimento reflete uma mudança na forma como as empresas encaram a continuidade do negócio.
“À medida que os sistemas passam a sustentar praticamente toda a operação das empresas, o impacto de uma interrupção também cresce. Hoje, uma indisponibilidade pode afetar vendas, atendimento ao cliente e até processos logísticos. Por isso, estratégias de Disaster Recovery passaram a ser tratadas como parte da arquitetura de continuidade do negócio”, afirma.
Mais do que proteger informações, a capacidade de restaurar sistemas e aplicações com agilidade tornou-se decisiva para reduzir prejuízos e preservar a experiência do cliente. Nesse contexto, o planejamento ganha protagonismo, especialmente em empresas com alto nível de digitalização.
“Isso envolve políticas estruturadas de backup, replicação de dados e a definição clara de quais sistemas precisam ser restabelecidos primeiro em uma situação de crise”, explica Glazar.
Outro fator que amplia os desafios é a expansão de ambientes híbridos e multicloud. Com operações distribuídas em diferentes plataformas, cresce a complexidade da gestão tecnológica e a necessidade de estratégias mais robustas para garantir respostas rápidas diante de incidentes.
“Empresas que estruturam bem seus planos de recuperação conseguem reduzir significativamente o impacto de incidentes e manter a continuidade da operação mesmo em situações críticas. No ambiente digital atual, resiliência tecnológica deixou de ser diferencial e passou a ser um requisito essencial para as organizações”, conclui Glazar.


