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domingo, 16 junho, 2024

Em festa do PT, Lula volta a falar em ‘genocídio’ em Gaza

Durante comemoração de aniversário do PT, o presidente Lula voltou a criticar a condução da incursão em Gaza pelas forças israelenses

O PT comemorou seus 44 anos, na quarta-feira (20), com uma festa no Centro Internacional de Convenções de Brasília. Estiveram presentes ministros como Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Nísia Trindade (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Margareth Menezes (Cultura), Esther Dweck (Gestão), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Anielle Franco (Igualdade Racial), além de deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores. O vice-presidente Geraldo Alckmin também subiu ao palco.

Antes de cantar “Parabéns a você” ao lado de Janja e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Lula fez um “apelo” para o grupo terrorista Hamas libertar os reféns israelenses, presos desde o ato terrorista de 7 de outubro do ano passado, mas também cobrou o Estado de Israel para cessar o que chama de “genocídio” na Faixa de Gaza.

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“Chega de matar mulheres e crianças!”, exclamou o presidente, em tom enfático. “Chega! Aquilo não é guerra, é genocídio. Temos que ter coragem de dizer essas coisas, ou não vale a pena nossa passagem pelo planeta Terra”, disse Lula, aplaudido pela plateia. O presidente chegou a ficar com a voz embargada. “Não é possível que estejamos assistindo a essa carnificina. Cadê a ONU, que deveria existir para evitar que essas coisas acontecessem?”, perguntou.

Aos militantes, Lula agradeceu pela vitória em 2022 e pediu a todos que defendam a democracia. “A democracia precisa de instituições fortes, de carreiras fortes para o Estado funcionar atendendo aos interesses do povo, independentemente de quem está na Presidência. E precisa de imprensa forte”, afirmou o petista

Em seguida, Lula voltou a defender a libertação do jornalista Julian Assange, que está sob a custódia da polícia de Londres após o caso WikiLeaks. Para o presidente, a democracia mundial está fragilizada com a prisão de Assange. “Ele publicou um fato. O jornal dele está livre e ele, preso”.

Antes do discurso do presidente, Gleisi observou que a frente ampla formada na campanha de 2022 ao Palácio do Planalto precisa ser fortalecida nas disputas municipais deste ano. “Queremos que seja eleito quem defende o campo progressista e democrático. Quem está contra a democracia não terá anistia”, insistiu ela, numa referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal fechou o cerco contra Bolsonaro e militares acusados de patrocinar uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder, em 8 de janeiro de 2023.

Gleisi ressalvou, porém, que o PT terá de abrir mão da cabeça de chapa em algumas cidades. “Vamos apoiar muitos companheiros de outros partidos”, avisou. Em São Paulo, por exemplo, pela primeira vez o PT deixou de apresentar candidatura própria à Prefeitura. De volta ao partido, Marta Suplicy será a vice de Guilherme Boulos (PSOL), que também compareceu à festa petista nesta quarta-feira.

A secretária de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, lançou ali o mote “Em cada canto um Brasil mais feliz”, que consiste em um plano de mobilização para as campanhas municipais, com uma plataforma virtual. Com informações de Agência Estado

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