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domingo, 27 setembro, 2020

Economista avalia aquecimento no mercado imobiliario

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Por Leticia Vieira 

Passar tanto tempo dentro de casa fez com que as pessoas olhassem de forma diferente para ela. Pequenos defeitos na parede começaram a incomodar, notou-se que faltam armários ou a mesa de jantar não atende mais a família. Com todo esse movimento, notou-se também um aquecimento no mercado de pequenos reparos.

A ES Brasil entrevistou o economista Vaner Corrêa Simões Júnior, para entender o impacto desse pequeno movimento na economia além de trazer também a pauta de discussão o aumento na compra e venda de imóveis. Seja por juros atrativos, seja por necessidade de se desfazer de um bem para levantar capital.

Pequenos reparos se tornaram necessários e mais frequentes. Isso ajudou a movimentar a microeconomia. Qual a importância dessa movimentação no mercado?

A crise pandêmica que se instalou, basicamente, a partir de 03/2020, pôs em xeque muitos valores, tanto no tecido social quanto no econômico. O exemplo clássico é o conceito de tempo quantitativo e qualitativo.

Os desgastes que aconteceram nas relações por terem sido obrigadas a passar tanto tempo em reclusão, demonstraram cabalmente que o conceito de tempo quantitativo é inócuo e não consegue ser liga para os relacionamentos. Nunca houve tanta separação de casais como agora, talvez só em tempos de guerra tenham acontecido tanto distúrbios entre os casais.

Quem sobreviveu a esta hecatombe voltou seus olhos e energia para fazer os reparos em seu ambiente caseiro, que foi uma forma de muita gente se tratar, psiquicamente, através da laborterapia.

Ao mesmo tempo que encontraram nos reparos caseiros uma forma ocupacional, houve um início de aquecimento no tecido microeconômico em função da compra e venda de serviços e pequenos materiais.

Existe de fato uma percepção, pelos especialistas, de que o mercado de compra e venda de imóveis se manteve aquecido na pandemia?

Sim. Com a queda da Selic, hoje em 2% ao ano, propiciou ao setor imobiliário comprar e vender mais, sobremodo quando se faz pelo sistema garantia real, através do SFI – Sistema de Financiamento Imobiliário, utilizando alienação fiduciária.

A queda da taxa natural de juros, normalmente, sempre é fator de aquecimento da economia.

Quais os principais fatores para essa comprovação?

A queda da taxa de juros básica a nível de 2% ao ano é fator determinante, pois, boa parte dos recursos que financiam a aquisição do imóvel próprio são oriundos do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo; são as famosas “operações passivas” que os bancos fazem na poupança.

Eles captam lá a “TR + 70% da Selic” e emprestam, as famosas “operações ativas”, a “TR + 7% ao ano”, ou seja, eles captam a 70% de 2% ao ano, que é igual a 1,4% ao ano, e estão emprestando ainda na casa dos 7% ao ano.

A tendência é que a taxa de empréstimo caia bem mais, isto indubitavelmente é um fator determinante.

Qual a importância disso para a economia nesse momento em que já se discute a retomada dela?

Esta crise da pandemia foi bem diferente da crise macroeconômica de 1929 e da crise setorial-imobiliária de 2008. Esta crise foi uma paralisia generalizada da economia mundial, mais ou menos, como se comprimíssemos uma mola de vez.

Então, temos que descomprimir a mola, não pode ser de vez, tem que ser “pari-passu”, portanto, não se pode ficar pensando em pós-pandemia, mas no durante a pandemia. Então, toda movimentação, por menor que seja, será um degrau para recuperação futura e que afetará os agregados macroeconômicos. Atualmente, o Estado tem sido assistente social, mas vai chegar um momento em que passará a ser estimulador da retomada.

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