Da tradição das lavouras à indústria do chocolate, o cacau se tornou símbolo de identidade e desenvolvimento no Espírito Santo
Por Maxieni Muniz
A história do cacau no Espírito Santo começou há mais de um século, quando as primeiras lavouras foram implantadas em Linhares, impulsionadas por pesquisas agronômicas e pelo potencial da região para culturas tropicais. Desde então, a cacauicultura se expandiu para 45 municípios, consolidando uma área cultivada de mais de 23 mil hectares e uma produção anual que ultrapassa 12 mil toneladas, gerando cerca de R$ 186 milhões em receita.
Essa trajetória se entrelaça com a fundação da Chocolates Garoto, em 1929, em Vila Velha — a terceira mais antiga do país e marco inaugural da indústria capixaba do chocolate.
Décadas depois, a Le Chocolatier trouxe sofisticação artesanal e cacau local para o centro da experiência gourmet. E, mais recentemente, a chegada da Cacau Show ao campo capixaba, com fazendas próprias em Linhares, selou o ciclo completo: do cultivo à barra, da tradição à inovação. O cacau, hoje, é mais que produto — é identidade, valor e sabor que atravessa gerações.
Produtora capixaba ganha reconhecimento nacional
A Reinholz Chocolates, de Colatina, foi a única capixaba a conquistar o prêmio nacional Produtor Sustentável do Sicoob. Entre os dez finalistas do país, a empresa ficou entre os cinco primeiros. A comissão julgadora visitou a plantação e a agroindústria antes da cerimônia, que ocorreu em 15 de julho, no Brasil 21 Convention, em Brasília. Além do reconhecimento, a produtora recebeu R$ 40 mil e teve as despesas da viagem custeadas.
*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil nº 228, de agosto de 2025. Leia a edição completa do Agro aqui.

