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Diversidade: empresas ainda não sabem lidar com essa realidade

Multiculturalidade no ambiente corporativo auxilia na troca de experiências e estimula a criatividade entre colaboradores

A diversidade no ambiente corporativo é imprescindível. Equipes multiculturais tendem a ser mais criativas e competitivas, justamente pela grande troca proporcionada em ambientes com diferentes perfis de profissionais. No entanto, essa realidade ainda é muito distante.

Segundo pesquisa realizada pelo empresa de recrutamento e seleção Vagas.com, 60% dos profissionais de Recursos Humanos (RH) afirmam que as empresas nas quais trabalham não possuem programas de diversidade. O levantamento apontou, ainda, que entre as dificuldades apresentadas para adoção de políticas na área estão o preconceito ou a falta de informação (48%), a falta de aceitação e respeito dos gestores e colegas (39%), a falta de preparo da área de Recursos Humanos (9%) e a discriminação (4%).

Com o aumento das discussões sobre o assunto, as empresas progressivamente têm buscado promover a multiculturalidade em seus quadros de colaboradores. Para isso, organizações já têm alterado seus processos seletivos com o objetivo de evitarem que preconceitos raciais, de gênero, de classe social ou, até mesmo, discriminações relacionadas à universidade do candidato e sua formação, diminuam ou anulem as chances dos profissionais durante a entrevista.

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“É importante destacar que o multiculturalismo não considera apenas um determinado grupo de pessoas, como negros e mulheres, que, de acordo com diversas pesquisas, ainda saem na desvantagem com demais candidatos. Mas, o objetivo da diversidade é enxergar as competências e habilidades do profissional, sem analisar suas características físicas ou escolhas pessoais”, explica a diretora-executiva do Instituto Ser +, ONG que promove capacitação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade social, Wandreza Bayona.

Para a diretora da instituição, ao promover ações de inclusão para todos os perfis de profissionais, a organização, consequentemente, passa a ser reconhecida com uma empresa engajada socialmente. “A multiculturalidade dentro das empresas aumenta a retenção de talentos e fortalece o conceito da marca empregadora, criando, naturalmente, uma aceitação do público interno, steakholders, governo e público geral”, analisa.

Bayona acredita que a atuação de ONGs que trabalham o desenvolvimento e a capacitação profissional com jovens em situação de vulnerabilidade social seja, hoje, mais um caminho para que as organizações trabalhem a multiculturalidade. “Além das diferentes visões de mundo destes jovens, que, muitas vezes, vivem em uma realidade totalmente diferente dos demais colegas de trabalho, é importante ressaltar a importância de se ter diferentes gerações trabalhando em um mesmo lugar para troca de experiência”, finaliza.

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