Ato em favor do projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro está marcado para a próxima terça-feira (7), às 16 horas, com saída em frente à Catedral Metropolitana e caminhada até o Congresso Nacional
Por Rodrigo Araujo
Lideranças do campo da direita no Brasil têm convocado a população, nas redes sociais, para uma manifestação a favor do projeto de lei que prevê anistia para envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. O ato está marcado para a próxima terça-feira (7), às 16 horas, em Brasília. Os manifestantes pretendem se concentram em frente à Catedral Metropolitana e seguir em caminhada até o Congresso Nacional.
A chamada “Caminhada pela Anistia” tem sido convocada por figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia, o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), entre outras lideranças conservadoras.
A manifestação deve contar com a presença de familiares de presos do 8 de Janeiro. No vídeo que convoca o ato, Silas Malafaia alfineta a manifestação da esquerda, ocorrida no dia 21 de setembro em várias partes do Brasil, dizendo que esse evento não terá artistas. “Os artistas são as famílias das pessoas injustiçadas”, diz Malafaia no vídeo.
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Uma das principais críticas à manifestação da esquerda foi que o ato contou com a presença de artistas consagrados, que, segundo representantes da direita, se beneficiariam de políticas de incentivo cultural do governo Lula.
O principal objetivo da convocação é realizar pressão sobre parlamentares em meio a uma possível votação da anistia no Congresso Nacional. “Eles precisam sentir a nossa força”, diz o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) no vídeo de divulgação do ato.
Enfraquecimento da proposta de anistia

A manifestação da direita ocorre em meio ao enfraquecimento da proposta de anistia na Câmara dos Deputados — que passou a ser chamada de PL da Dosimetria. O relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já descartou conceder “anistia ampla, geral e irrestrita”, como defendem os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A proposta final deve prever a redução de penas para os envolvidos nos atos golpistas, o que beneficiaria também o ex-chefe do Planalto.
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que é necessário “mais tempo” para discutir o projeto antes de levá-lo ao plenário.
“Não tenho uma temperatura precisa de como tem sido a conversa do relator, até porque ele não conversou ainda com todos os partidos, e eu não conversei com os líderes após a sua passagem de conversa com os deputados de cada bancada, de cada partido. Então eu preciso de um pouco mais de tempo para poder entender qual é o sentimento da casa e decidir sobre pautar ou não o projeto que está sendo relatado pelo deputado Paulinho da Força”, disse Motta.
Com informações dos sites Metrópoles e Gazeta do Povo

